Agricultura

Agricultura lidera renovação do tecido empresarial

Agricultura lidera renovação do tecido empresarial

Os setores da Agricultura e das Atividades Imobiliárias foram os que registaram os maiores rácios entre nascimentos e encerramentos de empresas nos últimos 12 meses. De acordo com o mais recente Barómetro da Informa D&B, no que diz respeito às atividades imobiliárias, nasceram cinco novas empresas por cada uma que encerrou. Na Agricultura o número atinge os 4,3.

Olhando apenas para o primeiro semestre deste ano, a Agricultura é também o setor com a maior taxa de crescimento do número de novas empresas, com um total de 1104 novas companhias, mais 24% face ao primeiro semestre de 2016.

Os dados do barómetro indicam também que nos primeiros seis meses deste ano, o setor onde nasceram mais empresas foi o dos Serviços, com 7040 novas empresas. Segue-se o Retalho, com um total de 2782 e o Alojamento e Restauração, com 2681 novas empresas durante este período.

Do lado dos encerramentos de empresas, destaque também para os Serviços, com 1605 empresas fechar portas, e para o Retalho, com 1218. Lisboa e Porto continuam a ser os distritos onde mais empresas fecham atividade, com 2095 e 1036, respetivamente.

Sobre as Insolvências, ficamos a saber que no primeiro semestre deste ano os setores mais insolventes foram as Indústrias transformadoras, com 273 novos processos, os Serviços, com 225, o Retalho, com 222, e a Construção, com 200.

Segundo Teresa Cardoso de Menezes, diretora geral da Informa D&B, “é importante salientar que esta vaga de empreendedorismo é fundamental pelo contributo que traz à economia, quer em inovação, quer em emprego; se quisermos ser mais cirúrgicos, é essencial observar o que se passa nas dinâmicas setoriais, pois é aí que encontramos as tendências sobre os setores que estão de facto a crescer e a liderar a evolução na economia.”

O novo Barómetro da Informa D&B revela ainda que “a percentagem de empresas que cumprem os prazos de pagamento acordados iniciou uma ligeira melhoria desde outubro de 2016, mas mantém-se em valores ainda reduzidos (17,7%). O atraso médio de pagamento manteve-se nos 27 dias, valor idênticos aos dos últimos 6 meses.” A média europeia das empresas que cumprem os prazos de pagamento é de 39,1%, com a Dinamarca a liderar a lista, com 86,5% das suas empresas a pagarem dentro do prazo.