Agroquímicos

Limites de pesticidas nos produtos agrícolas nacionais no nível mais baixo de sempre

Limites de pesticidas nos produtos agrícolas nacionais no nível mais baixo de sempre

Já foi publicado o mais recente relatório de Controlo de Pesticidas em Portugal. De acordo com a Direção Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), responsável pelo documento, 98,3% das amostras analisadas não apresentaram resíduos ou apresentaram resíduos em quantidades inferiores aos Limites Máximas de Resíduos (LMR) definidos por lei.

Ao todo foram analisadas 370 amostras de produtos de origem vegetal, com os dados a revelar que um total de 44% das amostras (158) não apresentavam quaisquer resíduos. Por outro lado, houve seis amostras de produtos vegetais (1,67%) que excederam o LMR. Destas, foram consideradas como infrações ao LMR um total de três amostras (0,83%). O número de amostras com resíduos excedendo o LMR havia sido de 2,8 % em 2015, 3,9% em 2014, 5,9% em 2013, 3,9% em 2012 e 2,8% em 2011.

Para António Lopes Dias, Diretor Executivo da Anipla, “o relatório da DGAV vem confirmar o caminho firme que tem sido seguido pelo sector e pela indústria para assegurar uma produção eficiente e segura para todos os consumidores. Ainda que algumas organizações continuem a insistir na divulgação de dados e estudos pouco fundamentados, com vista a criar um clima de medo e insegurança para as famílias, este relatório traz a evidência de que, cada vez mais, os produtores agrícola investem em tecnologia e formação intensiva para assegurar o cumprimento escrupuloso da legislação, e a qualidade e segurança dos produtos, integrando também exigentes padrões de respeito pela sustentabilidade dos solos, da água e do ambiente no geral.”

De resto, importa referir que das 23 amostras provenientes de modo de produção biológico (MPB) foram encontrados resíduos (abaixo do LMR) em quatro amostras: banana, couve de repolho, cebola e alho francês (este caso, omisso na tabela da EFSA), o que constitui uma infração para aquele modo de produção agrícola nos casos da cebola (tiabendazol) e alho francês (boscalide).

Aceda ao relatório da DGAV aqui.