Seca

Seca no Baixo Alentejo e no Sotavento Algarvio preocupa agricultores

No final de julho, as regiões do Sotavento Algarvio e Baixo Alentejo encontravam-se em situação de seca fraca, de acordo com o Boletim Climatológico do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). Segundo o índice meteorológico de seca, houve em relação a junho um aumento da área em situação de seca, que representa agora 9,3% do território de Portugal continental.

O mês de julho foi, segundo o IPMA, o segundo mais quente desde 1931, com médias de temperaturas máximas e mínimas muito superiores ao normal, com o valor médio da temperatura do ar a fixar-se nos 24,33 graus Celsius, mais de dois graus face ao valor médio no período 1971-2000. Já o valor médio da temperatura máxima do ar em julho foi de 32,19 graus Celsius.

De acordo com Lusa, alguns concelhos do país encontram-se já com problemas de falta de água para as suas populações, como é o caso de Mértola, no distrito de Beja. Jorge Rosa, presidente da Câmara já pediu inclusive ao Governo que adote medidas extraordinárias para apoiar os agricultores e produtores pecuários devido ao estado de seca extrema.

Segundo o autarca, “há agricultores de várias explorações agrícolas e pecuárias que têm de ir buscar água para dar de beber ao gado ao rio Guadiana e a outras barragens com mais capacidade, a vários quilómetros e distância”.

A autarquia quer assim que o Ministério da Agricultura adote medidas para “tentar minimizar este problema e ajudar os agricultores, para que possam dar água aos seus animais e continuar a sua atividade pecuária”. “Temos estado em contacto com a Secretaria de Estado da Agricultura”, que “está a acompanhar a situação”, refere.

Marcelo Guerreiro, presidente da Câmara de Ourique ouvido também pela Lusa, refere que “a agricultura é que está a ser afetada. A barragem ainda tem água suficiente para o abastecimento público, mas, se o nível de armazenamento baixar, poderá estar em risco a rega na área de regadio”.