FFA 2017

Comissário Europeu da Agricultura quer uma PAC mais moderna

Phil Hogan - Comissário Europeu para a Agricultura FFA 2017 - Vida Rural

“A PAC encaixa-se nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, mas precisa de continuar a ser modernizada”. Quem o diz é Phil Hogan, Comissário Europeu para a Agricultura, que esta terça-feira (28 de março) marcou presença no Forum for the Future of Agriculture, em Bruxelas, para debater a Política Agrícola Comum da União Europeia.

De acordo com o irlandês, a PAC tem sido um dos maiores exemplos de sucesso da União Europeia, contudo precisa de modernização e simplificação, aquela que tem sido, aliás, uma das maiores batalhas do atual comissário para a Agricultura.

“A PAC tem garantido a segurança alimentar na Europa desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Atualmente, garante a segurança alimentar de milhões de pessoas muito para a além da União Europeia e, apesar de todos os objetivos de ajudar as pessoas a alimentarem-se a si próprias, continuará a ser assim, pelo menos nas próximas décadas”, defendeu Phil Hogan, referindo ainda que apesar de tudo isto, as pessoas ainda têm a segurança alimentar como “um dado adquirido” e vão continuar “a exigir cada vez mais”.

Ainda assim, o responsável pela pasta da Agricultura na União Europeia sublinhou que a agricultura europeia tem que estar adaptada ao século XXI, com a alimentação e nutrição no centro do debate e no centro das ações de todos os produtores agrícolas.

“Um sistema de produção agrícola que responde ao Acordo de Paris e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas irá garantir uma agricultura mais resiliente, baseada em ecossistemas mais saudáveis e um sistema de produção que integre inovação e mais valor ao longo de toda a cadeia, desde a produção ao consumidor”, defendeu.

Hogan aproveitou ainda a ocasião para referir que apesar de terem que ser apoiados, os agricultores europeus devem fazer mais para que a União Europeia possa cumprir as suas obrigações internacionais em termos ambientais. “Os consumidores – que somos todos nós – têm um papel a desempenhar. Temos que ser mais exigentes e mais críticos”, concluiu.

*a jornalista viajou para Bruxelas a convite da Syngenta