A questão das energias renováveis tem vindo a constituir um tema de maior interesse quer para os agentes económicos quer para o sector público. É pois neste contexto que se pretende equacionar o papel da floresta Portuguesa como produtora de “Biomassa” como fonte de energia renovável (FER), e o seu contributo para a produção de energia no enquadramento estratégico dos compromissos internacionais assumidos.
Quando em Maio de 1999, foi detectado o nemátode da madeira do pinheiro – Bursaphelenchus xylophilus (Steiner et Bührer) Nickle et al. – em pinhais da região de Setúbal, numa herdade próxima da Marateca/ Pegões, confrontou os agentes económicos da fileira do pinheiro e o Estado Português, com uma situação de extrema gravidade cuja rápida resolução foi assumida com a máxima prioridade.
O nemátode do pinheiro já não é erradicável e os produtores terão de aprender a viver com esta ‘doença crónica’. A falta de um plano de combate em continuidade parece ser o grande entrave para contornar este problema. Ou seja, “é preciso que o Estado se defina”.
Vale 14% do PIB, 12% das exportações nacionais e agrega 9% do emprego industrial nacional. É este o peso da floresta portuguesa na economia. Apesar disso, a crise também se faz sentir, com a recessão económica a condicionar. O último relatório de síntese da UNAC (União da Floresta Mediterrânica) deixa-nos algumas pistas sobre o que pode acontecer nesta campanha para os principais produtos florestais.
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