Floresta

Acréscimo diz que políticas do Governo evidenciam “foguetório de dendrofobia”

Acréscimo diz que políticas do Governo evidenciam “foguetório de dendrofobia”

A Associação de Promoção ao Investimento Florestal (Acréscimo) emitiu esta semana um comunicado em que defende que “para as florestas, o Governo tem duas caras”, uma que “evidencia dendrofobia” e outra que “dissemina uma epidemia pelo território”.

“Se por um lado, o Governo quer fazer crer às populações que meia dúzia de metros, face às árvores, as coloca em segurança, tendo desenvolvido para o efeito uma campanha mediática de dendrofobia, por outro, o Executivo assegurou a expansão da área da lenhicultura de eucalipto, pelo menos, até ao final da legislatura. Nunca se produziram tantas plantas de eucalipto em viveiro como atualmente: 40 milhões de plantas de eucalipto estão certificadas para comercialização”, sublinha a associação.

A Acréscimo prossegue referindo que “apesar da febre de dendrofobia que o Governo fez instalar, prossegue a expansão da área de plantações de eucalipto, sem fiscalização, nem rastreio de plantas saídas dos viveiros, nem avaliação financeira das ações de arborização e de rearborização com esta espécie inflamável e de rápido crescimento. Acresce que, uma vez instalada, se forem quebradas as expetativas do negócio, o risco de abandono é elevado. Não é qualquer outro investimento que suporta o custo de remoção de um eucaliptal. Em situação de abandono, tende a gerar ciclos intermináveis de incêndios. Apesar dos acontecimentos de 2016 e 2017, de crescente envolvimento do eucaliptal na área ardida, o Governo continua a permitir o aumento da capacidade da industria papeleira, em particular na região Centro. Através do Orçamento continua a apoiar a expansão industrial.”

A associação relembra também que o Executivo está a apreciar “a expansão do eucaliptal em regadio e para o setor energético, na região de Lisboa e Vale do Tejo” e que “antevê a possibilidade da reconversão da central a carvão do Pego”, que “a acontecer terá forte impacto na Reserva Agrícola Nacional e na disponibilidade de água na bacia hidrográfica do Tejo.”

Para a acréscimo, “nada mudou após 2017! Só se evidencia um foguetório de dendrofobia sem consequências que não o imediatismo na perseguição a populações rurais envelhecidas. Presa fácil!”