Alqueva

Alqueva defende que garante o reforço de água a todos os perímetros de rega confinantes

EDIA volta a receber investimento do Estado

A EDIA, empresa responsável pela gestão das infraestruturas de Alqueva, emitiu esta quinta-feira (6 de junho) um comunicado em que defende que “garante o reforço de água a todos os perímetros de rega confinantes”. De acordo com a empresa, “a reserva de água que hoje existe em Alqueva é suficiente para mais dois anos sem afluências significativas e capaz de responder às necessidades agrícolas e de abastecimento público na sua área de influência.”

Em comunicado, a empresa sublinha também que “contrariamente ao que tem vindo a público, o Projeto de Alqueva tem capacidade para satisfazer todas as necessidades de água para a agricultura na região equipada pelo sistema, 120 mil hectares atualmente, estando apenas limitado pela capacidade dos adutores às diferentes albufeiras, tal como acontece em qualquer sistema de distribuição de água. Se em nossa casa temos uma torneira com capacidade para debitar 1 metro cúbico por hora, não podemos querer encher uma piscina com 100 metros cúbicos em dois dias. Necessitamos, no mínimo, de 100 horas. É exatamente o que se passa com Alqueva. Se alguma Associação que gere outras barragens recetoras de água de Alqueva necessita de 20, 30 ou 40 milhões de metros cúbicos, e se sabe que o sistema tem capacidade para debitar cerca de 7 milhões por mês, então esse volume de água terá de ser solicitado à EDIA vários meses antes.”

É assim que a empresa responde a algumas notícias que têm vindo a público e que indicam não estar a ser cumprido o fornecimento de água à albufeira da barragem de Odivelas, gerida pela Associação ABORO.

Manuel dos Reis, presidente da Associação de Beneficiários da Obra de Rega de Odivelas (ABORO), disse em declarações ao jornal Público que “a EDIA se comprometeu com programa de transferências de água da albufeira de Alqueva e Alvito para Odivelas, acordado entre as duas entidades para 2017, mas que ‘não está a ser cumprido’.” De acordo com o presidente da associação, esta situação põe em causa cerca de 9000 hectares de culturas neste perímetro de rega.

A EDIA defende-se referindo que “na realidade, a ABORO solicitou à EDIA dia 9 de março, 37 milhões de metros cúbicos a serem fornecidos de maio a setembro. A 19 de abril decidiu antecipar esse pedido solicitando à EDIA que esse mesmo volume, 37 milhões de metros cúbicos, fosse colocado em Odivelas até ao dia 30 de maio. Fácil é de perceber que em muito menos de metade do tempo será impossível cumprir o que deveria ser feito em quatro ou cinco meses, e disso a EDIA deu conta à ABORO. A EDIA garante o reforço do fornecimento de água a todos os perímetros de rega confinantes com Alqueva, desde que o respetivo pedido seja efetuado com a antecedência mínima de acordo com o caudal que em cada caso o sistema pode garantir.”