Agricultura

CNA pede “mais apoios” para os agricultores afetados pela inundações e granizo

CNA pede “mais apoios” para os agricultores afetados pela inundações e granizo

O início do verão (21 de junho) foi marcado por chuva, granizo e trovoada um pouco por todo o país, intempéries que levaram o IPMA a colocar dez distritos sob aviso amarelo e que, segundo a Confederação Nacional da Agricultura (CNA), exigem uma avaliação dos estragos causados e apoios para os agricultores afetados.

De acordo com a organização, “são grandes os prejuízos causados à lavoura pelas recentes inundações e pelos granizos em várias regiões do Centro, do Norte e do Nordeste do país. Estão particularmente afetadas culturas como Frutas, Hortícolas e Vinha, em muitos casos com perdas que ultrapassam os 50% da produção esperada. Também ficaram danificadas várias infraestruturas desde armazéns, a estufas, a caminhos e suportes de terrenos em explorações agrícolas.”

A CNA classifica ainda “as recomendações do Ministro da Agricultura” como “insuficientes”, referindo que “a maioria dos pequenos e médios agricultores afetados” podem ficar “à beira da ruína caso agora não obtenham ajudas satisfatórias do Ministério da Agricultura e do Governo.”

“Sendo importante a existência de seguros agrícolas que sejam acessíveis aos agricultores, também é necessário encarar a situação de dezenas de milhares de pequenos e médios agricultores que, por circunstâncias várias de entre as quais as dificuldades financeiras, não podem pagar seguros agrícolas ainda que bonificados pelo Orçamento de Estado. Aliás, para quem tente fazer um seguro agrícola é hoje desencorajador ser exigido, administrativamente, que para obter a indemnização via seguro, os prejuízos tenham que ser superiores a 30% do calculado como ‘risco’”, acrescenta ainda.

A CNA pede, assim, que “o Ministério da Agricultura e o Governo venham a atribuir ajudas públicas aos pequenos e médios agricultores afetados, incluindo os quais não têm seguros Agrícolas. A CNA reclama também a alteração da norma que obriga a que para haver indemnização, os prejuízos tenham que ser acima de 30% do valor do risco.”