Cereais

Continente assina contrato de fornecimento de trigo com seis operadores nacionais

Continente assina contrato de fornecimento de trigo com seis operadores nacionais

O Continente assinou na passada segunda-feira (30 de abril) um contrato de fornecimento de trigo mole com seis operadores nacionais da fileira dos cereais. De acordo com a empresa de distribuição, o contrato assinado prevê a compra de três mil toneladas de trigo português, o que irá permitir ao Continente produzir e vender pão de trigo 100% nacional.

No que diz respeito aos Cereais, Portugal está ainda muito dependente das importações, já que 90% do trigo utilizado na produção de pão e massas é de origem estrangeira. O contrato de fornecimento agora assinado foi promovido pelo Clube de Produtores Continente e pelo Clube Português dos Cereais de Qualidade e dá seguimento a um projeto iniciado em 2016 com a produção de 50 000 pães de cereais do Alentejo.

Capoulas Santos, ministro da Agricultura, referiu durante a assinatura do acordo sentir “uma enorme satisfação por presenciar este acordo que reúne a vontade e a ambição da fileira dos cereais com a de um operador da distribuição moderna, dando um forte incentivo à retoma da produção nacional de cereais.”

Esta parceria “vem ajudar a equilibrar a balança comercial num sector onde estamos ainda muito longe da autossuficiência. Por tudo isso, quero endereçar um agradecimento especial ao Clube de Produtores Continente e ao Clube Português dos Cereais de Qualidade, que promoveram esta iniciativa”, defendeu ainda.

Já Ondina Afonso, Presidente do Clube de Produtores Continente, afirmou que “estou muito satisfeita com este acordo, porque é o culminar de mais um projeto de fileira que desenvolvemos, com o contributo de investigadores e produtores, que nos vai permitir oferecer aos clientes pão de elevada qualidade e, acima de tudo, português. Vejo este contrato de fornecimento como mais um marco na nossa estratégia de promoção e incentivo da produção nacional e local e espero que este momento seja o início de um processo de recuperação progressiva da produção de cereais em Portugal.”