Agricultura

Federação Minha Terra diz que criação de Ministério da Coesão Territorial é “oportunidade para os territórios rurais”

Federação Minha Terra diz que criação de Ministério da Coesão Territorial é “oportunidade para os territórios rurais”

António Costa anunciou esta semana a criação de uma nova pasta governativa, o Ministério da Coesão Territorial. O ministério será tutelado por Ana Abrunhosa, que presidia à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro desde 2014.

Economista de formação, Ana Abrunhosa doutorou-se na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra onde dá aulas e onde fez parte do Centro de Estudos Sociais como investigadora.

A Federação Minha Terra já emitiu um comunicado em que congratula o primeiro-ministro pela criação da nova pasta, referindo que é “uma oportunidade para os territórios rurais”. A organização diz ainda que este é um ministério “que se pode configurar de extrema importância para os territórios rurais, com fragilidades demográficas e económicas ou outras de convergência, e que constituem o objeto da intervenção dos Grupos de Ação Local (GAL), que representa. O desenvolvimento equilibrado de uma grande parte do País, onde ainda vivem e trabalham muitas pessoas e que nem sempre tem tido a atenção que merece, requer políticas públicas adequadas que respondam de forma integrada, inovadora e em proximidade.”

“O Ministério da Coesão Territorial deverá ter um papel de charneira, nomeadamente entre o Ministério da Agricultura e o Ministério do Planeamento, para o desenho destas intervenções, em especial as políticas territoriais para o novo período de programação 2021-2027”, acrescenta a Federação Minha Terra.

“A Federação Minha Terra considera que esta oportunidade de articulação entre políticas que promova uma efetiva abordagem de coesão, convergência e equidade regional não pode ser desperdiçada e manifesta disponibilidade e empenho para trabalhar em estreita colaboração com o novo Governo no desenho e implementação de soluções que promovam o desenvolvimento dos territórios rurais”, conclui a organização.