Financiamento

Portugal escapa aos cortes nos pagamentos diretos da PAC

Portugal escapa aos cortes nos pagamentos diretos da PAC

Phil Hogan, Comissário Europeu para a Agricultura, revelou esta quarta-feira (2 de maio) que Portugal não vai sofrer cortes nos pagamentos diretos por hectare, no âmbito da proposta de orçamento apresentada pela Comissão Europeia para o próximo quadro comunitário. Juncker popôs um orçamento europeu global de 1227 mil milhões de euros e de 365 mil milhões de euros para a Agricultura.

O documento propõe que os pagamentos diretos aos agricultores tenham um corte de 3,9%, resultante da redução do orçamento previsto para a Política Agrícola Comum, mas Portugal, Roménia e Eslováquia ficam de fora.

“O orçamento da PAC é justo, mesmo com o rombo a que o Orçamento fica sujeito com a perda dos 12 mil milhões de euros na sequência da saída do Reino Unido. A grande maioria dos agricultores não vai ficar a perder”, defendeu Phil Hogan.

Comissão Europeia propõe cortes de 5% na PAC

No total, a Comissão Europeia propôs um corte de 5% no orçamento da Política Agrícola Comum (PAC). Bruxelas defendeu que é preciso criar um setor agrícola “resiliente, sustentável e competitivo” de modo a assegurar uma produção de alta qualidade e um tecido socioeconómico forte nas áreas rurais e propôs um orçamento global de 365 mil milhões de euros para a próxima PAC.

Em declarações à Antena 1, Capoulas Santos, ministro da Agricultura, afirmou que “não, não fico tranquilo. Nós não aceitamos cortes na Política Agrícola Comum nem nas Políticas de Coesão. A proposta que hoje [2 de maio] é apresentada reflete a saída do Reino Unido, e fala-se de um corte de 5%, mas isto pode querer dizer muito ou pode querer dizer muito pouco.”

Já Augusto Santos Silva, ministro dos Negócios Estrangeiros, considera que esta proposta é “um mau começo”, esperando conseguir minimizar o impacto deste corte de verbas com recurso a uma negociação com Bruxelas, já que os envelopes nacionais só deverão ser conhecidos no final de maio.