Vinha

Sabe quais os aspetos mais importantes para a nutrição da vinha?

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A multinacional norueguesa Yara apresentou no passado dia 14 de fevereiro, num encontro que se realizou em Lisboa, um documento que revela quais os aspetos mais importantes na nutrição da vinha – o Plantmaster de Vinha. A vinha é atualmente o principal cultivo em Portugal em termos de superfície cultivada, com aproximadamente 190 000 hectares.

De acordo com a empresa, “muitos creem que a vinha é uma cultura rude e que poucos cuidados requer. Contudo, os produtores estão cada vez mais cientes da sua importância e que só uma boa gestão da nutrição da vinha produzirá uma uva de qualidade, traduzindo-se em excelentes vinhos, num mercado cada vez mais competitivo onde o consumidor final é quem decide”.

Luis Ángel López, diretor agronómico da Yara Iberian, foi o responsável pela apresentação do documento e explicou quais as principais necessidades nutricionais da vinha e o papel de cada um deles, referindo que “apesar de a vinha poder parecer um cultivo fácil no seu maneio, há alguns fatores importantes a ter em conta quando se trata de otimizar o seu rendimento e melhorar a qualidade da uva. Entre estes fatores, destacam-se a manutenção de um equilíbrio correto de nutrientes, essencial para uma ótima gestão da vinha.”

Nesse sentido, o responsável destacou a importância do azoto e o seu efeito sobre a produção, tanto em termos quantitativos como qualitativos, promovendo o vigor da videira e o crescimento das raízes. Destaque ainda para o fósforo e para o potássio, “tão importante para se obter um bom vigor e umas cepas sãs”, defendeu.

Estas jornadas contaram ainda com apresentações que serviram para contextualizar a situação atual da indústria, nomeadamente de Ana Luz, engenheira agrónoma do Instituto da Vinha e do Vinho (IVV), que apresentou uma visão geral de um sector que ultrapassou na campanha anterior os 7 milhões de hectolitros dos quais aproximadamente 2,8 milhões se destinaram à exportação. Ana Luz salientou, por outro lado, que os programas de reconversão efetuados em Portugal têm auxiliado a substituição de vinhas velhas por cepas mais jovens. Regiões como Viana do Castelo, Vila Verde, Ribeira de Pena, Vila Pouca de Aguiar, Santarém, Sines e Mértola têm liderado este processo de reconversão.

Já João Torres, representante da Fundação Eugénio de Almeida (FEA), partilhou com os presentes as boas práticas no maneio da nutrição da vinha e Manuel Moreira, Escanção da Associação dos Escanções de Portugal, fez uma apresentação sobre as tendências atuais do mercado e das preferências do consumidor atual.