Vinhos

Vinho verde conta com os millennials para crescer nos EUA

região dos vinhos verdes - Vida Rural

A Região dos Vinhos Verdes está apostada em crescer nos Estados Unidos da América, um dos maiores mercados de vinho do mundo, com um consumo superior a 31 milhões de hectolitros por ano. De acordo com o Dinheiro Vivo, para conseguir conquistar mais mercado naquele país, o vinho verde pretende chegar aos millennials, jovens interessados em “conhecer novos países, culturas e gastronomia e vinhos”.

Portugal exporta cerca de 75 milhões de euros para aquele mercado, dos quais apenas 13,7 milhões de euros correspondem a vinho verde. Precisamente para conseguir vender mais nos EUA, a Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV) esteve recentemente em Nova Iorque para apresentar os seus vinhos, com mais de 600 pessoas a pagar para provar este vinho nacional.

“Os millennials são os que estão a fazer crescer o mercado. E eles querem coisas novas, não querem o típico Chardonnay da Califórnia que os seus pais bebem. E são esses que conseguem ver o valor dos vinhos portugueses, que têm uma excelente relação de qualidade/preço. Há um longo caminho a percorrer, mas as pessoas estão curiosas e estão a gostar muito do que provam. E a imprensa especializada adora os vinhos portugueses”, defende Blanche Orbe, responsável da Wine in Motion, importadora e distribuidora de vinhos em Nova Iorque e New Jersey, citado pelo Dinheiro Vivo.

O presidente da Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes revela ainda à publicação que se sentiu “surpreendido” pelo sucesso do Vinho Verde Wine Experience, a versão norte-americana do Vinho Verde Wine Fest que recebeu mais de 25 mil pessoas em Brooklyn, Nova Iorque.

“Estamos muito satisfeitos, foi um evento surpreendente. Conseguimos reunir, em Brooklyn, uma casa cheia de jovens, com uma cultura urbana e cosmopolita, que não conhecem bem Portugal, mas estão interessados em saber mais sobre Vinho Verde. Claramente, temos o Vinho Verde a ganhar uma presença horizontal na multiculturalidade americana e isso é que é importante”, diz Manuel Pinheiro.