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Agroindústria

Agricultores portugueses alertam para falta de preparação das autoridades britânicas

A CAP alertou para a falta de preparação do Governo britânico e para a eventual necessidade de corredores verdes.

A Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) alertou para a falta de preparação do Governo britânico e para a eventual necessidade de corredores verdes, no âmbito da entrada em pleno funcionamento dos controlos aduaneiros e fitossanitários no Reino Unido, avança o portal Eco.

“Estamos apreensivos e atentos quanto ao momento em que entrarem em pleno funcionamento as regras no âmbito dos controlos aduaneiros e fitossanitários e quanto à capacidade de resposta das entidades competentes britânicas e até da nossa administração, dado o volume de requisitos que passa a ser exigido”, declarou o secretário-geral da CAP, Luís Mira, em resposta à Lusa. Para a confederação, os “sucessivos adiamentos” da aplicação das medidas de controlo são “sintomáticos dessa falta de preparação”.

 

O responsável sublinhou ainda que qualquer alteração causa consequências ao nível dos custos, cumprimento de prazos contratuais e quantidade de produtos, aspetos “particularmente relevantes” no caso da agricultura.

Dessa maneira, a CAP reiterou ser necessário monitorizar o mercado e avaliar a eventual necessidade do estabelecimento de “corredores verdes” para determinados produtos.

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O secretário-geral da CAP recorda que o Reino Unido é um mercado “muito importante” para Portugal e, em particular, para os produtos agroalimentares, com destaque para os vinhos, hortícolas ou as frutas. “No início do ano, verificaram-se alguns constrangimentos ao nível dos transportadores, entretanto ultrapassados”, indicou Luís Mira.

As declarações surgem após o adiamento da introdução de controlos de importação de produtos da União Europeia no Reino Unido, em função de constrangimentos nas cadeias de abastecimento.

O requisito de pré-notificação de importações agroalimentares, que deveria entrar em vigor no dia 01 de outubro deste ano, vai ser introduzido em 01 de janeiro de 2022. Já a exigência de certificados sanitários, fitossanitários e de verificações físicas de produtos nos postos de controlo de fronteira entra em vigor em 01 de julho de 2022, quando estava previsto o seu início para janeiro do mesmo ano. Já as declarações de proteção e segurança nas importações passam a ser obrigatórias a partir de 01 de julho de 2022, seis meses depois da data que estava agendada.