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Álvaro Amaro apela a caça ordenada em áreas estritamente protegidas

O eurodeputado do PSD e Presidente do Intergrupo «Biodiversidade, Caça, Ruralidade» [1], Álvaro Amaro, apelou ao voto nas emendas apresentadas pelo Grupo PPE ao relatório de iniciativa do Parlamento Europeu sobre a Estratégia de Biodiversidade da UE para 2030 [2].  As emendas visam permitir a possibilidade de caçar [3] e pescar, de forma controlada, em áreas estritamente protegidas. Este conceito de proteção acrescida, proposto pela Comissão Europeia na Estratégia, deverá abranger no futuro 10% do território da UE.

Em comunicado, o eurodeputado considera que a decisão sobre a gestão das possibilidades deve ser “tomada o mais localmente possível, tendo em consideração as necessidades de conservação que se verifiquem nos territórios considerados”.

Embora seja ainda uma possibilidade, Álvaro Amaro lamenta que “Bruxelas equacione definir unilateralmente a proibição de caçar em 10% do território, sem qualquer consideração sobre as necessidades locais”. Uma proposta “contrária aos princípios da subsidiariedade e da proporcionalidade”, defende.

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O presidente do Intergrupo acrescenta que “mesmo a nível técnico, não fazem sentido as discussões que pretendam equiparar a caça a uma atividade extrativa como é a mineração. É um absurdo”. Para o eurodeputado do PSD, o “mero paralelo demonstra uma total incompreensão do que é a caça sustentável e do papel que ela desempenha, até para a recuperação de espécies.”

Álvaro Amaro diz que a proposta da Comissão não reflete as suas próprias ações passadas, como a “Iniciativa para uma Caça Sustentável” e a “Carta Europeia sobre a Caça e a Biodiversidade”, ao abrigo da Convenção de Berna. Recorda, ainda, que “o regime atualmente em vigor prevê a possibilidade de caçar e pescar nas áreas da Rede Natura 2000”.