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Empresa portuguesa transforma cortiça, serradura e borras de café em ‘couro vegan’

Um grupo de jovens investigadores e engenheiros está a realizar um ensaio numa unidade de produção em Cerveira, em Viana do Castelo, para desenvolver ‘couro vegan’ a partir de cortiça, serradura e borras de café. De acordo com a Lusa, o objetivo é colocar esta solução ecológica no mercado já em julho de 2020.

Por detrás da ideia está a Tintex, empresa que assume ter como objetivo “construir uma nova geração de negócio na área do têxtil” [1] e que pretende reaproveitar resíduos das indústrias da madeira, cortiça e café para criar um novo têxtil mais ecológico e que possa ser utilizado não só na indústria da moda, uma das mais poluidoras do mundo [2], mas também no setor automóvel.

 

Ricardo Silva, diretor de operações da Tintex, explica em declarações à Lusa que neste momento a companhia tem já vários parceiros interessados em comprar este ‘couro vegan’, nomeadamente no mercado internacional, com os países nórdicos a revelarem-se os mais interessados.

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“Temos uma equipa muito forte cá dentro. Neste momento temos cinco pessoas alocadas exclusivamente à inovação e a descobrir coisa novas, entre cientistas, engenheiros, biomédicos”, revela. “O departamento de inovação e sustentabilidade nasceu para certificar a empresa em vários ‘standards’, seja cooperativo, seja de produto, mas rapidamente a área da inovação com projetos estruturados começou a crescer e fez-se a separação, com a área da sustentabilidade, muito focada nas novas tecnologias e novos processos”, acrescenta.

 

O responsável revela ainda que a nova tecnologia para criar ‘couro vegan’ vai permitir criar um revestimento com propriedades específicas ao nível estético, tátil e de performance (impermeabilização) que poderá ser utilizado como revestimento de sofás, cadeiras, chapéus, mesas, paredes, estofos dos carros, vestuários ou calçado.