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Garrafas de Pêra-Manca falsificadas apreendidas pela ASAE

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) apreendeu na passada semana 1700 garrafas de vinho Pêra-Manca da colheita de 2010, da Adega Cartuxa, com rótulos, contra-rótulos e cápsulas contrafeitas. De acordo com o Diário de Notícias, a apreensão resultou da interceção de uma viatura de mercadorias que transportava as garrafas contrafeitas.

A Fundação Eugénio de Almeida – Adega Cartuxa emitiu entretanto um comunicado em que explica que “já não é a primeira vez que a Adega Cartuxa se vê confrontada com a tentativa de falsificação do seu vinho topo de gama, o Pêra-Manca tinto, e nesse sentido sempre colaborou com os órgãos de investigação criminal.”

Já em 2013 uma investigação da ASAE tinha levado à apreensão de garrafas falsas de Pêra-Manca tinto, na freeshop do Aeroporto de Lisboa.

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“Quando a Adega Cartuxa se deparou com este tipo de tentativa de fraude, iniciou um estudo que conduzisse a uma forma eficaz de evitar a falsificação do seu rótulo e das suas garrafas. Este trabalho culminou numa colaboração com a Imprensa Nacional Casa da Moeda que em conjunto desenvolveram um selo que garante a autenticidade do vinho. Este sistema consiste num selo que é colado de forma a abraçar o gargalo de cada garrafa ao nível da cápsula, não permitindo que esta seja retirada sem danificar o selo. Neste selo é impresso um holograma com uma imagem alusiva à marca e não é possível reproduzi-lo, mesmo em gráficas sofisticadas. O número do selo é único e não sequencial”, explica o produtor.

José Mateus Ginó, Administrador Executivo da Fundação Eugénio de Almeida, admite que “perante as tentativas de práticas fraudulentas no setor, nomeadamente a falsificação de vinhos topo de gama, importa conceber métodos fiáveis que permitam assegurar essas situações e, acima de tudo, proteger o consumidor de fraudes ou falsificações garantindo-lhe a autenticidade do vinho que adquire”. O mesmo responsável sublinha ainda que “a Adega Cartuxa tem procurado seguir uma estratégia de investigação que evite a falsificação dos seus vinhos’. Esta estratégia culminou em finais de 2015 com o lançamento da mais recente colheita de Pêra-Manca tinto, a de 2011, já com o referido selo de garantia.”