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Centro Pinus apresenta medidas para reverter declínio pinheiro-bravo

O Centro Pinus – Associação de Valorização da Floresta de Pinho apresentou medidas para reverter a tendência de declínio da floresta de pinho em Portugal, que em meio século viu-se reduzida a menos de metade.

O assunto esteve em discussão no “PINUS Webcast – 2034: Investir para Mudar a História do Pinheiro-Bravo”, no dia 5 de junho.

A intervenção de Hugo Costa do GPP – Gabinete de Planeamento, Políticas e Administração Geral, permitiu compreender o longo processo de negociação da PAC pós 2020 e outros desafios, como o as áreas de maior risco de incendio coincidirem com áreas privadas de pequena dimensão.

Além disso, Hugo Costa partilhou algumas das reflexões que influenciam a tomada de decisão num processo como a formulação de um programa financeiro como o PDR e a dificuldade de conciliar aspetos como uma maior ambição climática ambiental com recursos limitados, reconhecendo a pertinência das medidas que o Centro PINUS acabou de apresentar.

Esta iniciativa foi “bastante relevante na medida em que se estima que haja apenas um investimento de 5,1% do PDR 2020 para o Pinheiro-Bravo. Recordamos que no último programa equivalente, o Proder, apenas 1% das áreas florestais com apoio à gestão eram compostas pelo Pinheiro-Bravo”. Para reverter a situação de declínio do pinhal-bravo, de acordo com o Centro PINUS, é necessário um investimento de 564 milhões de euros nos horizontes temporais 2021-2017 e 2028-2034, para atingir a meta mínima da Estratégia Nacional para as Florestas de 727 000 hectares de pinheiro-bravo.

O Centro PINUS propõe assim várias intervenções: reforçar a remuneração dos serviços ambientais fornecidos por esta espécie, apoiar os proprietários florestais em microfúndio e minifúndio; investir na gestão ativa das áreas florestais através de um investimento integrado.

“Assim, todos os proprietários de áreas de Pinheiro-Bravo poderiam ter uma gestão mais eficaz das suas áreas com apoios, e todos juntos, conseguirem reverter a atual tendência de redução de área de pinhal-bravo”, refere o comunicado.

“A motivação dos proprietários para a gestão florestal em minifúndio, que, por vezes, tem sido pela negativa (por exemplo, as multas pela falta de limpeza de terrenos), tem de dar lugar à motivação pela positiva, trazendo benefícios e uma melhor floresta para todos”, segundo João Gonçalves, presidente da Direção do Centro PINUS.