- Vida Rural - https://www.vidarural.pt -

Governo açoriano quer alho da Graciosa certificado a nível europeu

O alho da Graciosa [1] é mais “um produto que merece uma qualificação comunitária”, defendeu recentemente o Secretário Regional da Agricultura e do Desenvolvimento Rural do Governo dos Açores, António Ventura. A declaração surgiu à margem da publicação em Jornal Oficial da União Europeia [2] da fase de consulta, para efeitos de oposição, ao pedido de registo da denominação “Alho da Graciosa”.

Citado em nota de imprensa, o responsável pela agricultura regional considerou que as qualificações comunitárias contribuem de forma “muito relevante para a sustentabilidade da economia, através da criação e manutenção de emprego, da valorização dos produtos, da fixação das populações, em meio rural, e da proteção do ambiente”, sustentando que contribuem também para a “atratividade turística”, sobretudo, através da gastronomia e tradição a si associadas.

 

António Ventura afirmou ainda que as qualificações comunitárias são “as únicas que têm resistido às crises”, uma vez que os consumidores ganham confiança nesses produtos alimentares e, como tal, o “rendimento dos produtores é menos afetado relativamente às outras produções agroalimentares”.

banner APP [3]

Dessa maneira, na sua visão, a estratégia do Governo dos Açores para o desenvolvimento do setor agroalimentar deve passar por “certificar juridicamente o maior número possível de alimentos produzidos nos Açores”.

 

Nos Açores, os produtos com Denominação Origem Protegida (DOP) são o ananás dos Açores, mel dos Açores, queijo São Jorge, queijo do Pico, maracujá de São Miguel e aguarda-se aprovação da Carne do Ramo Grande e da manteiga dos Açores.

Com Indicação Geográfica Protegida (IGP) está a carne dos Açores, meloa de Santa Maria e alho da Graciosa.