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Nova Estratégia Florestal Europeia para 2030 é oficialmente adotada

A Comissão Europeia colocou em prática oficialmente a nova Estratégia Florestal Europeia [1] (EUFS) para 2030, no âmbito do Pacto Ecológico Europeu [2]. A estratégia contribui para o pacote de medidas proposto [3] para atingir a redução de, pelo menos, 55% das emissões de gases de efeito de estudo (GEE) até 2030.

A estratégia pretende:

Por último, a Estratégia Florestal apresenta uma proposta jurídica para reforçar o controlo florestal, as denúncias e a recolha de dados na União Europeia.

A EUFS é acompanhada por um roteiro [4] para a plantação de três mil milhões de árvores adicionais em toda a Europa até 2030.

Para o vice-presidente executivo do Pacto Ecológico Europeu, Frans Timmermans, “as florestas da Europa estão em risco. É por isso que trabalharemos para os proteger e restaurar, melhorar a gestão florestal e apoiar os silvicultores”.

Já a comissário da Agricultura, Janusz Wojciechowski, considera que “a nova Estratégia Florestal reconhece a multifuncionalidade [do clima, biodiversidade, solo e qualidade do ar] e mostra como a ambição ambiental pode andar de mãos dadas com a prosperidade económica. Através desta Estratégia, e com o apoio da nova política agrícola comum, as nossas florestas e os nossos silvicultores darão vida a uma Europa sustentável, próspera e neutra em termos climáticos”.

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UNAC está em “desacordo” com Estratégia

A UNAC [6], União da Floresta Mediterrânica, já manifestou o seu “desacordo com o conteúdo proposto” na EUFS. Na visão da representante do setor, esta adoção ocorre “após um processo enviesado de consulta pública onde as questões listadas potenciavam em particular a componente ambiental”.

O documento é criticado pela UNAC, nos seguintes aspetos:

Na sua visão, a EUFS “claramente não acautela futuros cenários de alterações climáticas, mais gravosos no sul da Europa, com consequente aumento do risco de incêndio, onde apenas estratégias de prevenção através de gestão florestal ativa poderão evitar cenários de catástrofe como os que ocorreram em Portugal e na Grécia, num passado recente”.

Por fim, a UNAC considera que a abordagem feita aos produtos florestais não lenhosos “é redutora da sua abrangência e do seu potencial em termos de mitigação das alterações climáticas” O plano está a “dirigir unicamente esforços da Europa para o turismo rural e colocando em segundo plano a relevância que os sistemas florestais e agroflorestais multifuncionais têm enquanto fornecedores destes produtos e na manutenção do equilíbrio económico e social das zonas rurais”, explica a União da Floresta Mediterrânica.

Pode consultar a tomada de posição completa da UNAC, aqui [7].

A UNAC – União da Floresta Mediterrânica representa os interesses dos produtores florestais do espaço mediterrânico português junto das instituições nacionais e europeias, através de uma estratégia de intervenção de cariz técnico-político.