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Prioridades para regadio sustentável apresentadas à Presidência Portuguesa da UE

Os regantes europeus, representados pela Irrigants d’Europe, apresentaram as áreas de atuação prioritárias para um regadio [1] sustentável à Presidência Portuguesa da União Europeia [2].

As áreas prioritárias para a Irrigants d’Europe [3] são 4: modernização de infraestruturas; agricultura 4.0; ecoesquemas; mitigação das alterações climáticas e reutilização. A Irrigants d’Europe é a organização europeia que reúne 75% da área de regadio na Europa.

 

Entre as medidas apresentadas destacam-se o uso de energia renováveis nos sistemas de regadio, assim como a implementação da rega de precisão e de tecnologias digitais para melhorar a produtividade da terra e a qualidade da água.

O apoio a práticas sustentáveis de gestão da água e a melhoria dos serviços de ecossistema fornecidos por infraestruturas de hidráulica agrícola foram outras das medidas propostas.

 

Também não foram deixadas de fora medidas como o aumento da capacidade de armazenamento de água e de regularização interanual nas bacias hidrográficas e o incentivo à reutilização de águas residuais tratadas na agricultura.

Em comunicado, a Irrigants d’Europe afirma que a Presidência Portuguesa do Conselho Europeu “é uma oportunidade única para afirmar a importância do regadio na produção sustentável de alimentos na Europa e no cumprimento das metas do Pacto Ecológico Europeu”.

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Algumas intervenções na reunião

“Os regantes europeus estão totalmente empenhados em ajudar a atingir os objetivos apresentados pela Presidência Portuguesa do Conselho da UE para a Agricultura – desenvolvimento rural, segurança alimentar e inovação – e consideram que um regadio moderno e sustentável e um armazenamento de água resiliente contribuem para alcançar tais metas”, afirmou José Núncio, presidente da Irrigants d’Europe e presidente da FENAREG- Federação Nacional de Regantes de Portugal.

Por seu turno, Maria do Céu Antunes – presidente do AgriFish [5] (Conselho de Agricultura e Pescas da EU) e Ministra da Agricultura de Portugal – afirmou que «o regadio é absolutamente determinante» para cumprir as metas da Presidência Portuguesa da UE na área da Agricultura.

Além disso, garantiu que a PAC “prevê a continuidade dos apoios ao regadio público coletivo e ao regadio eficiente (ao nível do agricultor), com financiamento a 100% nas estruturas coletivas”.

Os regantes europeus recordam também a nova importância do regadio para os países do Norte da Europa, devido aos períodos de seca causados pelas alterações climáticas.

“Os países do Norte da Europa já não precisam apenas de drenagem, mas também de rega para garantir a água necessária à produção das suas culturas agrícolas e à manutenção da biodiversidade no solo”, alertou Adriano Battilani, secretário-geral da Irrigants d’Europe. “Devido aos efeitos das alterações climáticas, estamos perante uma perspetiva nova e diferente da gestão da água na UE, que deve ser considerada e apoiada no âmbito da futura PAC”, acrescentou o também responsável da associação de regantes ANBI-Associazione Nazionale Consorzi di Gestione e Tutela del Territorio e Acque Irrigue de Itália.

Recorde-se que é durante a Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia que são decididos, por exemplo, o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e a Política Agrícola Comum (PAC [6]).