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Prodouro exige publicação de pré-comunicado de vindima ao IVDP

A Associação dos Viticultores Profissionais do Douro (Prodouro [1]) exigiu ao Instituto dos Vinho do Douro e Porto (IVDP [2]), que este publicasse um pré-comunicado de vindima com informação completa e transparente sobre a produção e o negócio dos vinhos do Douro, Porto e DOC Douro.

Em comunicado, a Prodouro explica que “só com esta informação é possível tomar decisões rigorosas, nomeadamente sobre a quantidade de vinho do Porto a vinificar em 2022, o chamado Benefício”.

 

“A vindima de 2021 fez-se debaixo de chuva abençoada, mas manteve-se a desorientação do costume. Faltou-nos um pré-comunicado de vindima do IVDP capaz de esclarecer as últimas vindimas e preparar a que aí vinha”, contextualiza o presidente da direção da Prodouro, Rui Soares.

“Vamos iniciar a discussão sobre o valor do benefício [autorização de produção] do Vinho do Porto para 2022, no âmbito do Conselho Interprofissional do IVDP, e gostaríamos de usar os números para evitar posições demagógicas e atenuar divergências que em nada contribuem para o desenvolvimento da região”, acrescenta ainda.

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Para Rui Soares, “encontrar novas respostas para a viticultura do Douro passa por dispormos das estatísticas completas do negócio. Quanto vendemos? A quem? A que preço? Essa transparência permite a todos uma análise cuidadosa do comércio do vinho no Douro, sem dar azo a leituras oportunistas”.

Entre os dados estatísticos pretendidos pela Prodouro está a produção de uva e de vinho na região, dividida por sub-região e por freguesia, a evolução da área de vinha, incluindo a divisão por “Letra”, que varia conforme a qualidade das uvas no caso do direito à produção de Vinho do Porto, e o preço da compra da uva (média, mediana, mínimo e máximo, etc.), igualmente por sub-região e freguesia e ainda por categoria de vinho (Porto ou DOC Douro).

 

Recorde-se, o IVDP [4] emite anualmente um comunicado de vindima, em agosto, que, entende a Prodouro, se resume a uma “cábula das orientações burocráticas de vindima” e “peca por ser tardio, não permitindo aos produtores a tomada de decisões atempada e informada”.