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Investigadores modificam levedura para inibir crescimento de fungos em plantas

Engenheiros e fitopatologistas (especialistas no estudo das doenças das plantas) da Universidade de Califórnia Riverside [1] criaram uma proteína que impede os fungos [2] de derrubarem as paredes celulares, bem como uma forma de produzir esta proteína em escala para aplicação externa como fungicida natural, através da levedura.

Em comunicado [3], a universidade explica que os cientistas, em concreto, desenvolveram uma maneira de combater uma das enzimas produzidas pelos fungos para derrubar as paredes celulares, a enzima polygalacturonases.

Naturalmente, algumas plantas produzem proteínas que inibem a ação desta enzima, as proteínas inibidoras de polygalacturonases (PGIPs). Os investigadores localizaram os segmentos de ADN dessas plantas que produzem as proteínas no feijão-verde comum e inseriram segmentos completos e parciais nos genomas da levedura de padeiro, para fazer o fermento produzir PGIPs.  A equipa usou levedura em vez de plantas porque a levedura não tem PGIP próprio que dificulte a experiência e possibilita um crescimento mais rápido das proteínas.

Depois de confirmarem que a levedura se estava a replicar com o novo ADN, os investigadores introduziram-na nas culturas de botrytis cinerea, um fungo que causa a chamada “podridão cinzenta”; e aspergillus niger, que causa mofo preto, por exemplo, em uvas.

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O estudo concluiu que a levedura conseguiu retardar com sucesso o crescimento dos fungos e que o método poderia potencialmente ser replicado em grande escala.

“Estes resultados reafirmam o potencial de usar PGIPs como agentes para inibir a infeção por fungos”, disse uma das responsáveis pelo estudo, Yanran Li. “Os PGIPs apenas inibem o processo de infeção, mas provavelmente não são fatais para qualquer fungo. Portanto, a aplicação às culturas terá provavelmente um impacto mínimo na ecologia dos micróbios vegetais”, explicou.

A investigadora acrescentou ainda que provavelmente os PGIPs se biodegragam em aminoácidos naturais, o que significa menos efeitos potenciais para os consumidores e para o ambiente quando comparados com os fungicidas sintéticos.

A investigação pretende agora garantir que as plantas apenas repelem fungos nocivos e aumentar a eficiência e o espetro de combate aos fungos.  Pode consultar o estudo completo na revista científica Biotechnology and Bioengineering. [5]