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Afinal os OGM não ajudam a reduzir utilização de pesticidas?

Os OGM são amplamente utilizados nos Estados Unidos da América e no Canadá e durante muitos anos a promessa de uma menor utilização de pesticidas e de maiores rendimentos na produção serviu de argumento para a sua adoção. Contudo, uma investigação recentemente publicada pelo The New York Times [1] defende que não é bem assim…

O estudo do jornal comparou rendimentos e utilização de pesticidas na América do Norte, onde a utilização de OGM é extremamente popular, com dados referentes a produtores da Europa Ocidental, onde a utilização de OGM cresce ainda a ritmo lento.

O que os resultados sugerem é que existem poucas evidências de que os OGM sejam, de facto, beneficiais no que diz respeito à redução na utilização de pesticidas e na obtenção de maiores rendimentos produtivos.

Na verdade, a investigação agora publicada pelo The New York Times refere que a utilização de pesticidas aumentou 21% nos EUA desde a introdução dos OGM nos anos 90. Na Europa, por outro lado, a sua utilização já caiu 36% desde o mesmo período.

A Monsanto já reagiu ao artigo do jornal e acredita ter existido manipulação dos dados para indicar que existe um problema. “Todos os agricultores são uma pessoa de negócios inteligente e um agricultor não vai pagar por uma tecnologia se não acreditar que esta oferece um benefício”, defendeu Robert T. Fraley, CTO da Monsanto, em resposta à investigação da publicação norte-americana.