- Vida Rural - https://www.vidarural.pt -

Agroalimentar nacional gerou 18 mil milhões de euros em volume de negócios

No ano de 2018, o setor agroalimentar nacional gerou volume de negócios de 18 mil milhões de euros, segundo dados do mais recente relatório de análise setorial divulgado pela Iberinform [1]. Com um contributo muito relevante para a estratégia económica nacional, o setor agroalimentar representou 5,2% do total de exportações do país, em valor [2].

O relatório refere ainda que o setor agroalimentar nacional era composto, no final do ano transato, por 24.607 empresas, 70% das quais microempresas com uma média de três empregados e um volume médio de vendas de 128 mil euros. Embora o risco de incumprimento seja médio (5,4 numa escala de 0-10), a reduzida diferença entre empresas com um Score Médio (45%) e um Score Mínimo (41%) permite concluir que “o setor não apresenta grandes riscos de incumprimento”, destaca o relatório da Iberinform.

As empresas do setor agroalimentar [3] apresentam um grau de compromisso financeiro considerado bom, com uma diminuição da dependência de capitais alheios para o exercício da sua atividade e uma autonomia financeira de 43%, indicador que traduz uma melhoria de onze pontos percentuais face a 2017. “Embora as empresas não cubram todas as suas dívidas com capitais próprios, apresentam um rácio de solvabilidade de 75,26%, um aumento de 19% em relação a 2017”, refere o relatório da empresa de business intelligence do grupo Crédito y Caución.

Nos últimos três anos, o setor agroalimentar tem apresentado prazos médios de recebimento gradualmente inferiores aos de pagamento. Em 2018, o prazo médio de recebimento foi de 73 dias, um ganho de 32% face aos 107 dias praticados em 2017. O prazo médio de pagamento situou-se nos 78 dias, menos 37 que em 2017. “Além disso, verifica-se que há um favorável poder negocial tanto com clientes como com fornecedores”, sublinha o estudo.

O setor registou um aumento de 10% no número de insolvências até final de agosto face ao mesmo período do ano passado. No entanto, o agroalimentar continua a cativar novos investimentos e nos primeiros oito meses deste ano já foram constituídas 1.145 novas empresas, um aumento homólogo de 13%. Lisboa (13%), Porto (10%) e Beja (9%), são os distritos com maior número de empresas agroalimentares, mas enquanto as áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto agregam companhias dedicadas à indústria, os distritos de Beja e Évora são responsáveis pela componente agrícola.