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Anpromis alerta que custos de produção “estão no seu pico”

A Associação Nacional dos Produtores de Milho e Sorgo (Anpromis [1]) alertou que o aumento dos custos energéticos e dos fertilizantes atingiram o seu “pico”, sendo nesta altura uma “incerteza” os preços que podem vir a ser praticados na venda da produção.

O presidente da associação, Jorge Neves, explica, em declarações à agência Lusa, que os empresários agrícolas que decidem nesta altura produzir milho [2] e, depois, efetuar as colheitas a partir de setembro, estão a tomar uma decisão num enquadramento “algo difícil”.

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A Anpromis já solicitou ao Governo para que avance com medidas intercalares de apoio, utilizando mecanismos que estão à disposição de Portugal. De acordo com a associação, estas medidas serviriam para “minimizar” o risco, que é nesta altura “enormíssimo”, entre aquilo que é a “certeza do custo da instalação” da cultura e a “incerteza total” quanto a preços no futuro.

“A eletricidade em alguns casos quase quadruplicou, os custos de fertilizantes duplicaram, a conta de cultura quase duplicou e não temos absolutamente certeza nenhuma que os preços finais estejam consistentes com esta situação, o mais certo é não estarem”, alertou Jorge Neves.