O estudo da Apcor demonstra algum enfraquecimento na fileira da cortiça, agravado pela crise económica e financeira internacional. No entanto, esta situação despoletou um processo de ajustamento estrutural, onde foram iniciados esforços para contrariar esta tendência, e que tiveram reflexos já em 2010, com as exportações portuguesas de cortiça a apresentarem uma taxa de crescimento de 8%.
Em traços gerais, o sobreiro representa a terceira espécie florestal portuguesa, ocupando 22,5% da área de povoamentos florestais, e assume a segunda posição com maior área em Rede Natura (18%). Portugal é o país com maior área de sobreiro, com 34% da área mundial e com a maior produção mundial com 49.6% de um total de 201.428 toneladas.
As exportações mundiais de cortiça no período 2001- 2010 revelam uma tendência de perda de valor de mercado (cerca de 319 milhões de euros), sendo que o valor atual das exportações mundiais, em 2010, é de cerca de 1.229 milhões de euros. Atualmente, a fileira da cortiça representa 2% das exportações de bens portuguesas e 0,2% das importações de bens. As rolhas de cortiça são o produto líder das exportações de cortiça com 529 milhões de euros (70% do total), seguindo-se os materiais de construção (176,3 milhões de euros, 23,4%).
O investimento global da indústria da fileira da cortiça, nos últimos dez anos, foi de cerca de 482 milhões de euros. Já o investimento em Inovação I&DT no período 2000-2010 foi de 85,9 milhões de euros, cerca de 17,8% do investimento total.

