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CAP e Pedro Lynce criticam ministério da Agricultura

CAP e Pedro Lynce criticam ministério da Agricultura

O presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) criticou a “mentalidade” do ministério da Agricultura, por penalizar os agricultores “mais do que é necessário”, e receia que a fusão do ministério com o Ambiente seja ainda mais prejudicial.

“Não tem a ver com a cor política de quem está no Governo, e sim com a mentalidade do ministério da Agricultura que atua como um fiscal que penaliza o país”, afirmou João Machado aos deputados da comissão de acompanhamento do programa de assistência financeira, que reuniram para ouvir os parceiros sociais sobre as reformas atualmente em curso, avança o Diário Digital.

O presidente da CAP falava a propósito da divulgação recente das leis orgânicas do Ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente, e do Ordenamento do Território (MAMAOT), mostrando-se “preocupado” com a junção de áreas e serviços “que não se sabe bem como vão funcionar”.

 

Apesar das críticas ao funcionamento da administração pública, João Machado considerou que é ao ministério da Agricultura que compete aplicar a Política Agrícola Comum (PAC), nomeadamente a nível de ajudas comunitárias.

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“Há obrigações soberanas que o Estado não pode dispensar. Controlar e pagar são funções do Estado e devem ser preferencialmente assumidas por funcionários públicos”, frisou.

 

O deputado social-democrata, Pedro Lynce, também criticou o ministério por “não estar ao serviço dos agricultores” e ter entregado a fiscalização “a gente que não separa um boi de uma vaca”.

João Machado mostrou-se ainda cético quanto à fusão da Agricultura com o Ambiente. “O que nos preocupa é a cultura do ministério do Ambiente que, normalmente, é contra os agricultores. Não temos dúvidas que podem estar juntos, mas temos medo de mais entropia em serviços que já funcionam mal”.