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Agricultura

CNA e ANPROMIS apelam para rápida ajuda aos agricultores afetados pelo mau tempo

A CNA considera que a ambição da conclusão das negociações da reforma da PAC resultou “num mau acordo para a agricultura familiar".

A Confederação Nacional de Agricultores (CNA) e a Associação Nacional de Produtores de Milho e Sorgo (ANPROMIS), face ao mau tempo que assolou o País, pediram que o Ministério da Agricultura faça um rápido levantamento dos prejuízos junto dos agricultores. A CNA pediu ainda que sejam simplificados os processos administrativos e que a indemnização seja real e rapidamente paga aos produtores.

Declaração da CNA 

 

“Não se admite que aconteça o mesmo que noutras situações em que muitos produtores nunca receberam as indemnizações devidas”, declara a CNA, em comunicado.

Numa primeira análise, a entidade estima que sejam milhares os hectares afetados e que vão levar a elevados prejuízos em culturas como o milho ou hortícolas, em muitas zonas do País com destaque para o Baixo Mondego.

 

A organização afirma ainda que “a crescente frequência de fenómenos extremos exige soluções de médio e longo prazo para a estabilidade produtiva e financeira dos produtores”.

“Alertamos ainda que os prejuízos e a falta de liquidez financeira das explorações agrícolas afetadas, levará à falência e ao abandono forçado da atividade e do mundo rural, reduzindo a produção nacional e prejudicando fortemente a soberania alimentar de Portugal”, conclui.

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Declaração da ANPROMIS

A ANPROMIS manifestou, em comunicado, o seu total apoio aos produtos do Vale do Mondego, que foram afetados pelo mau tempo que atingiu a região no início da semana passada.

De acordo com a associação, o mau tempo “causou enormes prejuízos numa vasta área de milho, tombando cerca de metade da superfície semeada, nesta importante região produtora”.

“Esta situação é tanto mais grave quanto o facto do grão de milho ainda não ter o seu ciclo vegetativo terminado, o que inviabiliza a sua colheita antecipada, colocando assim em causa não só a sobrevivência económicas dos produtores de milho desta região, como das suas organizações”, explica a ANPROMIS.

A direção da associação pede ao executivo português que também implemente de forma célere “todas as medidas que se encontram ao seu alcance para minimizar o forte impacto que mais esta calamidade vai provocar no rendimento dos agricultores do Vale do Mondego, já de si tão debilitado pelos fenómenos climáticos extremos que assolaram esta região nos últimos quatro anos”.

Vale do Mondego – 14/09/2021 Foto: ANPROMIS