Atualmente a agrobiologia é já usada em 10% do total dos solos agrícolas do planeta, o que equivale à área dos Estados Unidos da América.
Pedro Fevereiro, presidente do Centro de Informação de Biotecnologia (CIB), declara que “estes dados divulgados pelo ISAAA demonstram o enorme sucesso da adoção destas culturas. O aumento médio anual de 10,5% do solo arável cultivado com variedades geneticamente modificadas permite aos agricultores de todo o mundo, em particular os pequenos e médios agricultores, melhorarem a eficiência da sua atividade e aumentarem os seus lucros reduzindo em simultâneo os impactos ambientais”.
Por outro lado o presidente do CIB tece críticas à resistência da Europa na produção de alimentos transgénicos: “É impensável que a Europa e Portugal continuem a prejudicar os produtores nacionais, impedindo-os de ter acesso a esta ferramenta agrícola”, afirma. “O enorme atraso da aprovação de culturas geneticamente modificadas na Europa, impede a competitividade dos agricultores europeus face aos agricultores dos países exportadores, aos quais a Europa compra variedades de culturas essenciais para os seus cidadãos e que poderiam ser produzidas pelos próprios agricultores da Europa”, aponta Pedro Fevereiro.
O cultivo de plantas transgénicas iniciou-se há 15 anos e aumentou de 1.7 milhões de hectares cultivados em 1996 para 148 milhões de hectares em 2010.

