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‘Escola na Machamba’ já preparou mais de 60 mil agricultores moçambicanos para as alterações climáticas

Foi em 2002 que a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) lançou o projeto ‘Escola na Machamba’, uma iniciativa que tem como objetivo ensinar aos pequenos agricultores moçambicanos a lidar com as alterações climáticas. Desde então, a iniciativa já chegou a 2000 locais do país [1] e já formou mais de 60 mil produtores.

Olman Serrano, que há cerca de um mês assumiu o cargo de representante da FAO em Moçambique, defende que a formação dos agricultores do país deverá continuar a ser prioritária, com destaque para as técnicas que os ajudem a sobreviver às mudanças climáticas. O responsável diz também que a solução de deverá passar por apostar em novas culturas.

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“Mesmo que os agricultores e a população não estejam acostumados a utilizar a mandioca, cultivando-a têm mais probabilidade de reduzir os efeitos das mudanças climáticas”, defende. Para além disso, “a promoção de culturas mais eficientes, estratégias de armazenamento e comercialização de produtos” também poderão ajudar os agricultores do país, diz.

Em 2017, também o Governo de Cabo Verde apostou num projeto para preparar as práticas da agricultura familiar do país para as alterações climáticas [3]. Batizado de ‘Adaptação da Agricultura Familiar às Mudanças Climáticas’, este projeto terá uma duração de quatro anos e pretende criar alternativas às vulnerabilidades causadas pelos fenómenos ambientais e climatéricos.