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FPAS envia carta aberta “a repudiar” reportagem da RTP

A Federação Portuguesa de Associações de Suinicultores (FPAS [1]) enviou uma carta aberta à direção de informação da RTP “a repudiar o teor negativo e, sobretudo, as incorreções técnicas e a ausência do direito do contraditório” na reportagem “E se nós falássemos”, do programa Linha da Frente, transmitido no passado dia 22 de fevereiro.

Na carta aberta, a FPAS afirma que a peça emitida na RTP está “pautada por falsas premissas, manipulação de dados, ausência de contraditório, incorreções técnicas e omissões estratégicas”.

Para a federação, a peça jornalística “estigmatiza um setor retratando um cenário que não encontra adesão à realidade dos factos”, assim “como o faz de forma preguiçosa exibindo imagens recolhidas e editadas por terceiros sem autorização nem garantias de autenticidade”.

“Para além de erros factuais sobre a fisiologia dos suínos e as práticas de maneio veiculadas pela peça”, a FPAS considera “gravosas as afirmações de alguém que se identifica como engenheira zootécnica relativas à prática da inseminação artificial supostamente praticada em mamíferos fora do período de cio”. De acordo com a federação, esse procedimento “para além da inutilidade e custos de exploração da operação, revela um nível de negligência técnica que coloca em causa a integridade dos animais”.

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“As declarações proferidas pela entrevistada configuram não só uma violação da deontologia profissional a que se obriga, como a confissão de um crime por si cometido”, revela a FPAS. A federação avança que o procedimento não é pratica corrente: “Não é em Portugal, nem em parte nenhuma do mundo”.

Relativamente ao bem-estar animal, a FPAS afirma que o compromisso “é inequívoco, como o comprova o programa de certificação ‘Porco.PT’ [3] que introduziu na produção suinícola nacional procedimentos de bem-estar animal mais rigorosos e exigentes que os legalmente exigidos”. Além disso, a federação dá como outro comprovativo “os dados comparativos dos indicadores de bem-estar animal a nível europeu, publicados regularmente pela Comissão Europeia”.

A FPAS “lamenta não ter sido ouvida ou sequer contactada pelos autores da supracitada reportagem”.