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Regantes do Vale da Vilariça querem IGP para pêssego da Vilariça

A Associação de Regantes do Vale da Vilariça desafiou as entidades locais a trabalharem em conjunto para a certificação do pêssego desta zona de Trás-os-Montes com Indicação Geográfica Protegida [1] (IGP).

O presidente da Câmara Municipal de Vila Flor [2], Pedro Lima, manifestou disponibilidade para aceitar o desafio, em declarações à agência Lusa. O responsável nota que este fruto destaca-se entre as culturas do Vale da Vilariça, que tem das maiores manchas de pomares e é o maior produtor ibérico no concelho de Vila Flor.

 

O Fórum Ambiente sobre seca e regadio, integrado na Expovila, levantou a possibilidade de criar um evento em torno deste fruto.  A Associação de Regantes do Vale da Vilariça, a principal organização do vale, revela que não esteve presente na sessão, alegando que as representantes do setor não tiveram conhecimento da mesma.

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Contactado posteriormente pela Lusa para comentar a ideia, o presidente da associação, Fernando Brás, defendeu que em primeiro lugar devia avançar o processo de certificação.

 

“A associação não tem tido hipóteses de o fazer porque não tem grandes condições económicas para isso, mas nós devíamos fazer a Indicação Geográfica do pêssego do Vale da Vilariça por forma a protegê-lo”, salientou.

Dos 2 400 hectares da área de regadio do Vale da Vilariça, 400 são ocupados por pomares com uma produção de cerca de 10 mil toneladas de pêssego. De acordo com Fernando Brás, a quantidade é maior, já que existem também plantações fora do perímetro.