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Primeiro-ministro pede “mobilização nacional” para uma floresta mais segura

Foi no último debate quinzenal que o primeiro-ministro António Costa apelou a “uma mobilização nacional” que continue a modificar a atitude e os comportamentos em relação à floresta e aos fogos rurais [1]. Já esta segunda-feira (13 de maio), o Executivo anunciou a abertura de 200 vagas para guardas florestais, uma medida integrada na estratégia de prevenção e combate a incêndios.

De acordo António Costa, “em 2017, a sociedade portuguesa reconheceu as limitações de um sistema centrado no combate, que convivia com uma paisagem entregue a si própria e onde se verificavam comportamentos de risco”. Por isso, “é fundamental para a revitalização do interior, a mitigação das alterações climáticas e para as futuras gerações” que haja uma mudança de atitude e comportamentos em relação à floresta.

O chefe do Governo lembra ainda que “só estaremos menos vulneráveis se alterarmos a paisagem, se assegurarmos a gestão ativa da floresta e dos interfaces com as aldeias e se modificarmos os comportamentos, precavendo em especial queimas e queimadas que causam mais de metade dos incêndios”.

António Costa garante que o Executivo tem vindo a reforçar a prevenção e combate a incêndios [2] através da aposta “na capacitação e profissionalização dos diferentes agentes (…) Reativámos a carreira de guarda florestal no quadro do serviço de proteção da GNR, estando aberto um concurso de admissão de 200 novos guardas, ao mesmo tempo que duplicámos ao longo desta legislatura, o número de vigilantes da natureza no quadro do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF)”.

“Já temos, neste momento, 429 equipas de sapadores florestais e estamos confiantes de que vamos atingir o compromisso que assumimos, diante da Assembleia da República, de atingir as 500 equipas até ao final deste ano”, assegurou ainda o primeiro-ministro.