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Produção de abacate no Algarve vai gerar 40 milhões de euros em receita anual

O Valor Acrescentado Bruto (VAB) da cultura de abacates [1] no Algarve é de 40 milhões de euros, revela o estudo intitulado “A Importância da Cultura do Abacate na Região do Algarve” [2], realizado pela Agro.Ges [3], a pedido da AlgFuturo – União Empresarial do Algarve [4]. Em comunicado, a consultora especializada em estudos agrícolas revela que os atuais 1833 hectares da cultura de abacates [5], mesmo sem estarem no chamado ano cruzeiro de produtividade, já contribuem 20 milhões de euros para a economia anual da região.

Num dos temas mais relevantes no debate sobre a cultura dos abacates no Algarve – o da água – o estudo indica que a água utilizada por esta cultura é, em média, 6500 metros cúbicos/hectares por ano, o que é semelhante à média das culturas dominantes, nalguns casos ainda menos. Outro dado é que os 1833 hectares de abacateiros do Algarve representam 1,8% da superfície agrícola utilizada da região e 3,2% da área de culturas permanentes do Algarve.

O estudo da Agro.Ges recomenda que o abacate seja uma opção estratégica e uma opção importante do desenvolvimento agrícola da região do Algarve, incluindo os seus produtores nos processos de decisão, planeamento e abordagem às soluções para os problemas que o futuro possa guardar.

“O respeito pelos recursos naturais, através do melhor conhecimento das questões relacionadas com o solo, a água, a biodiversidade e o balanço do carbono, assim como a garantia do cumprimento de toda a legislação, permitirão o desenvolvimento sustentável da região, devendo o abacate ser parte desta importante equação”, refere o relatório.

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Comentários aos resultados do estudo

Na abertura da sessão de divulgação do estudo, o presidente da Câmara Municipal de Faro, Rogério Bacalhau, afirmou que o abacate é uma cultura geradora de valor económico capaz de rentabilizar pequenos espaços.

Já o presidente da AlgFuturo, José Vitorino, sublinhou que este estudo dissipa todas as dúvidas sobre a importância do abacate na diversificação da agricultura algarvia e que quaisquer campanhas contra têm “perna curta” porque não se inventariou nada de negativo.

A sessão contou também com Amílcar Duarte, da Universidade do Algarve, que afirmou que ao contrário do que parecem pensar algumas pessoas a produção de abacate não é nem uma monocultura nem é uma cultura intensiva.

Para o Diretor Regional de Agricultura e Pescas do Algarve, Pedro Valadas Monteiro, igualmente presente na iniciativa, a cultura do abacate apresenta-se como o novo paradigma do que deve ser o futuro da agricultura na região, ou seja, com forte incorporação tecnológica, com alto valor acrescentado e com as mais eficientes técnicas de gestão de recursos, nomeadamente a água.