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Produção de azeitona cresce 20% face a 2014

A produção de azeitona para azeite de 2015 deverá atingir as 526 mil toneladas, um valor 20 pontos percentuais acima do registado em 2014. De acordo com o Boletim Mensal de Agricultura e Pescas do INE de janeiro de 2016, a “produção de azeitona para azeite ficará novamente acima do meio milhão de toneladas”, impulsionada sobretudo pela produção do Alentejo.

Segundo o INE, o aumento na produção de azeitona “não é uniforme, dependendo muito do peso que os novos olivais têm na estrutura olivícola de cada região. Assim, e porque as condições climatéricas de seca ao longo da maior parte do ciclo tiveram reflexos na produção dos olivais tradicionais de sequeiro, verifica-se que é o Alentejo (maior região produtora, com grandes áreas de olivais regados) o principal responsável pela recuperação da produção para quantitativos acima das 500 mil toneladas de azeitona para azeite.” Trás-os-Montes, a segunda região mais importante na produção desta cultura nível nacional, deverá manter a produção da campanha anterior.

Quanto à azeitona de mesa, prevê-se um aumento de produção para as 20 mil toneladas, “a maior dos últimos 25 anos.”

Superfície de cereais de outono/inverno semelhante à da campanha anterior

As previsões do INE a 31 de dezembro de 2015 revelam também que as sementeiras dos cereais praganosos decorreram “com normalidade”, beneficiando das condições de humidade do solo. Assim, a superfície ocupada pelos diferentes cereais deverá ser semelhante à da campanha anterior, com exceção do trigo duro, que deverá cair 15% face a 2015.

Produção de leite para consumo cai

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No que diz respeito à recolha de leite de vaca, os números do INE mostram que, em novembro de 2015 atingiu as 144,5 mil toneladas, o que representa um aumento de 0,6% face ao período homólogo. O volume total de produtos lácteos caiu 6,1%, sobretudo “devido ao menor volume de leite para consumo”, que registou um decréscimo de 11,2%, e de nata para consumo, cuja produção caiu em 1,8%. Pelo contrário, registaram-se aumentos na manteiga (48,8%), nos leites acidificados (9,5%) e no queijo de vaca (1,8%).

Volume de gado abatido aumenta em todas as espécies animais, exceto equídeos

Quanto ao gado abatido, as previsões do INE mostram que “o peso limpo total de gado abatido e aprovado para consumo em novembro de 2015 foi de 40 119 toneladas”, um crescimento de 11%, “devido ao maior volume de abate em todas as espécies, com maior relevo nos suínos (9,4%), bovinos (18,9%) e ovinos (18,6%)”. Os caprinos registaram um aumento de 5,3% e os equídeos caíram 62,3%.

Para além disso, em novembro de 2015, o peso limpo total de aves e coelhos abatidos e aprovados para consumo foi de 27 424 toneladas, o que representa uma variação positiva de 18,9% (-5,5% em outubro). Nos galináceos o aumento do volume foi de 22,6%, nos perus foi de 8% e nas codornizes chegou aos 44,2%. Por outro lado, os patos e os coelhos registaram decréscimos de 13,2% e 13,4%, respetivamente.

Nos preços e índices de preços agrícolas, por sua vez, o mês de dezembro de 2015 foi um mês de variações de grande amplitude sobretudo na batata (+176,8%), no azeite a granel (+11,8%), nos frutos (+8,6%), nos suínos (-19,4%) e nos hortícolas frescos (-16,0%). Em relação ao mês anterior, as variações de maior amplitude foram observadas nas plantas e flores (+6,5%), nas aves de capoeira (-11,2%) e nos frutos (-8,3%).