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Produção de cereais cresce 8%

As previsões agrícolas do Instituto Nacional de Estatística apontam para uma produção de cereais na ordem das 209 mil toneladas, o que representa um acréscimo de 8% face à campanha de 2017. Este aumento é suportado exclusivamente pela subida da produtividade média, positivamente influenciada pelas condições climatéricas, em particular pela ocorrência de precipitação em fases decisivas, nomeadamente após a adubação de cobertura e no enchimento do grão.

Em termos qualitativos, destaque positivo para a cevada, com produções de qualidade superior em termos de teor proteico, entre 9,5% e 12%, valores adequados ao processo industrial de transformação em malte, peso específico e calibre. Em contrapartida, os trigos duros ficaram muito aquém do esperado devido à ocorrência de chuvas no final do ciclo.

 

Para o arroz, a produtividade deve ficar próxima à da campanha anterior. O expectável aumento de temperatura e de horas de sol ao longo do mês de agosto, face ao ocorrido em julho, permite antever a manutenção da produtividade alcançada na campanha anterior (6,2 toneladas por hectare). Recorde-se que as sementeiras de arroz foram tardias, tendo-se prolongado até ao final de junho, mas o desenvolvimento vegetativo é bom, com as searas a apresentarem povoamentos muito homogéneos e boa coloração.

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Relativamente aos restolhos, palhas e fenos para alimentação animal, após um ciclo vegetativo caracterizado por uma produção abundante de matéria verde e seca, em geral de elevada qualidade alimentar, as disponibilidades de alimento nos prados e pastagens de sequeiro estão a esgotar-se. Na maioria das explorações agropecuárias em regime de produção extensiva iniciou-se a utilização dos agostadouros e a suplementação com palhas e fenos, que suprem por completo as necessidades alimentares dos efetivos. A utilização de rações industriais registou níveis muito inferiores aos valores habituais para a época.

 

De referir que as Previsões Agrícolas do INE reportam-se aos últimos dias do mês de julho de 2018 e não consideram potenciais impactos decorrentes da vaga de calor que atingiu o território continental no início de agosto, nem eventuais consequências do incêndio de Monchique.