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Produtores de tomate espanhóis querem revisão do acordo entre UE e Marrocos

Novo método no Brasil aumenta 30% a produção de tomate

O Comité de tomate da FEPEX, composto pelas associações de produtores e exportadores da Andaluzia, Múrcia, Comunidade Valenciana e Canárias, pediram, no passado dia 7 de dezembro, aos partidos políticos espanhóis que estabeleçam uma posição comum perante as instituições comunitárias, exigindo a revisão do Protocolo Agrícola do Acordo de Associação, entre a União Europeia e Marrocos. 

O Comité constatou que aquele protocolo agrícola entre a União Europeia (UE) e Marrocos, atualmente em vigor, está a ter consequências devastadoras para as zonas produtoras, tanto no âmbito do emprego como da viabilidade económica das explorações, segundo noticia o portal espanhol Agrodigital. Só no setor do tomate e no último ano do acordo em vigor, foram 12.500 trabalhadores para o desemprego. Por cada mil toneladas de tomate que se deixa de exportar, perdem-se 50 empregos nas zonas de produção.

Esta situação é consequência do forte crescimento das exportações entre Marrocos e a UE, a “preços ruinosos”, provocando a insustentabilidade em todas as zonas de produção.

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Em outubro, Marrocos ultrapassou os limites do acordo em 120% e em novembro 37%, desrespeitando, ainda, os preços de entrada, estabelecidos naquele acordo e na Organização Mundial do Comércio (OMC).

Desta forma o Comité pediu à Comissão Europeia que aplique as obrigações estabelecidas no acordo em vigor, especialmente no que respeita aos preços de entrada dos produtos e dos direitos aduaneiros.