Agricultura

Produtores nacionais pedem medidas de controlo da população de javalis

Os agricultores nacionais e os proprietários rurais afirmaram na passada semana estar preocupados com os “avultados e crescentes” prejuízos agrícolas decorrentes do “aumento descontrolado” da população de javalis, pedindo às autoridades que tomem medidas para controlar a praga de javalis.

Esta segunda-feira (11 de março), o grupo parlamentar do CDS-PP propôs ao Governo um conjunto de recomendações sobre o controlo da população de javalis em Portugal, sugerindo que sejam implementadas medidas “por forma a, com urgência, delinear estratégias para a elaboração de um plano ágil de redução e controlo a longo prazo da população de javalis em território nacional, de acordo com a legislação ambiental nacional e da União Europeia, incluindo os requisitos de proteção da natureza”.

Numa nota enviada às redações, a Anpromis – Associação Nacional de Produtores de Milho e Sorgo, explica que “o aumento descontrolado da população de javalis que se tem verificado nos últimos anos no nosso país, está a causar avultados e crescentes prejuízos no sector agrícola nacional.”

De acordo com a associação, os prejuízos provocados pelos javalis nas searas de milho dos seus associados representaram em 2018 um valor “a rondar os 985 mil euros.” A Anpromis pede, assim, que seja aumentado “o esforço de caça” e que se autorizem “ações de controlo de densidades para mitigar os avultados prejuízos causados em determinadas culturas agrícolas mais intensivas, entre as quais o milho, mediante a realização de batidas, montarias e esperas”.

“Em certas regiões mais críticas, é inclusivamente necessário implementar Planos Globais de Gestão que permitam o controle das elevadas densidades das populações de javalis aí existentes. Paralelamente, importa prever no âmbito do Programa de Desenvolvimento Rural (PDR), um concurso específico que permita o financiamento da instalação de cercas, que possibilitem minimizar os prejuízos provocados pelos javalis. Por outro lado, é fundamental a Direção Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) e o Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) estabelecerem, desde já, medidas para prevenir o possível aparecimento da Peste Suína Africana em Portugal, nomeadamente através da diminuição das densidades excessivas de javalis”, acrescenta.