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Agricultura

PSD quer “equilíbrio e realismo” na Estratégia “do Prado ao Prato”

Álvaro Amaro

Os representantes do PSD no Parlamento Europeu defendem um “maior equilíbrio e realismo no alcance de metas sustentáveis” da estratégia “do Prado ao Prato”.  Os eurodeputados Álvaro Amaro, Lídia Pereira e Cláudia Monteiro de Aguiar enviaram à Comissão da Agricultura e Desenvolvimento Rural e à Comissão do Ambiente, da Saúde Pública e da Segurança Alimentar, propostas de alteração à posição do Parlamento Europeu sobre a estratégia, informou o eurodeputado Álvaro Amaro, em comunicado.

Este grupo de eurodeputados alerta também para o facto de “que a forma como produzimos e consumimos alimentos tem de se adaptar”, mas que “a implementação desta estratégia terá que ter em conta os diferentes pontos de partida e as diferenças no potencial de melhoria dos vários Estados-Membros e das suas regiões”.

O membro permanente da Comissão da Agricultura, Álvaro Amaro, destaca a importância do sistema agroflorestal para alcançar os objetivos propostos pela Comissão Europeia. “Só os modelos agrícolas com severos e comprovados impactos negativos na biodiversidade não devem receber financiamento no domínio do clima”, e, que para isso, “é fundamental medir eficazmente o impacto negativo do sector” defende.

Para Álvaro Amaro, “as estratégias que resultam do Pacto Ecológico têm de ser acompanhadas por evidências científicas reais e por estudos de impacto desagregados a nível sectorial e a nível regional”.

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A proposta de alteração aponta também os Regimes de Qualidade da UE como um exemplo do que tem sido feito no sentido de tornar o setor agroalimentar mais sustentável. Segundo o eurodeputado do PSD, “estes regimes já incorporam há algum tempo muitas das orientações agora definidas na estratégia «do Prado ao Prato», ao mesmo tempo que contribuem para o desenvolvimento económico das comunidades rurais, como é o caso dos conhecidos produtos DOP e IGP”.

As emendas apresentadas defendem ainda que “a estratégia «do Prado ao Prato» deve ser implementada com a garantia de apoios adequados para a transição em todas as regiões e incentivos aos vários níveis: europeu, nacional e regional”.

“Do Prado ao Prato” é a nova estratégia europeia que define metas para um regime alimentar saudável, sustentável e resiliente, entre as quais, a redução da utilização de fitofármacos e o aumento da área dedicada à agricultura biológica, até 2030, assim como o acesso à banda larga rápida em todas as zonas rurais, até 2025.