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Regantes europeus pedem mais investimento no regadio público

As federações de regantes de Portugal (FENAREG [1]), Espanha (FENACORE [2]) e Itália (ANBI [3]) defenderam a necessidade de maior investimento na modernização do regadio público no âmbito da PAC e do Programa Europeu de Recuperação e Resiliência, numa sessão sobre perímetros de rega públicos na Ovibeja.

Em comunicado, a FENAREG [4] recorda que em Portugal, as associações de regantes gerem os aproveitamentos hidroagrícolas que abastecem 40% da área total de regadio (249 mil hectares), no entanto, “mais de metade destas infraestruturas públicas têm mais de 40 anos de idade, carecendo de investimento urgente para melhorar a eficiência do uso da água e da energia na agricultura”.

A FENAREG estima que será necessário investir 1.700 milhões de euros, até 2027, em três eixos estratégicos – resiliência, eficiência e sustentabilidade – de desenvolvimento do regadio.

Por seu turno, o presidente da FENACORE – Federacion Nacional de las Comunidades de Regantes de Espanha, Andrés Del Campo, revelou na Ovibeja que em Espanha há 1 milhão de hectares de regadio público que precisam de obras de modernização e defendeu maior investimento no setor através de fundos da “bazuca europeia”.

O presidente da congénere italiana Associazione Nazionale Consorzi di Gestione e Tutela del Territorio e Acque Irrigue, Maximo Gargano, sublinhou a importância da “aposta na inovação como ferramenta para superar os conflitos na partilha do uso da água, porque as alterações climáticas exigem que pensemos as infraestruturas de forma diferente”. O responsável deu como exemplo as 76 centrais de produção de energia fotovoltaica geridas pelos regantes italianos.