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Grupo operacional AGIR cria sistema para medir eficiência do uso da água e da energia na agricultura

Um sistema de avaliação que contribui para melhorar a eficiência do uso da água e da energia na agricultura foi desenvolvido pelo grupo operacional AGIR. Os resultados finais do projeto foram apresentados num workshop online, no Dia Nacional da Água, a 1 de outubro, numa organização conjunta com a Associação Portuguesa dos Recursos Hídricos (APRH).

Em comunicado, a Federação Nacional de Regantes (Fenareg) afirma que esta é “a primeira vez que se desenvolve em Portugal, e a nível internacional, uma ferramenta deste género aplicada à agricultura. Nos sistemas urbanos, uma metodologia semelhante é aplicada já há alguns anos na avaliação de cerca de 400 entidades gestoras de água a nível nacional”.

 

A nova matriz funciona como um sistema de semáforos, avaliando indicadores de desempenho tais como perdas de água por repassos em canais e condutas, avarias em instalações elétricas, ou planeamento de manutenção das infraestruturas de distribuição de água. A avaliação é realizada através de uma aplicação computacional desenvolvida pelo consórcio de I&D do AGIR.

“O AGIR deu-nos ferramentas para quantificar de forma rigorosa perdas de água e ineficiências energéticas, que nos ajudam a perceber onde e como melhorar», afirma o técnico da Associação de Beneficiários da Obra da Vigia, Manuel Matos.

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Já o técnico da Associação de Beneficiários da Obra de Rega de Odivelas, Carlos Chibeles, apontou que “passámos a fazer dupla medição, com telegestão e contagem física no local, para detetar erros e reduzir as perdas aparentes de água. Por outro lado, concluímos ser necessário substituir motores elétricos nas estações de bombagem, que representam o grosso do consumo de energia”.

O presidente da Fenareg, José Núncio, defendeu que “o passo seguinte ao AGIR é a necessidade de investimento em reabilitação das infraestruturas dos aproveitamentos hidroagrícolas, alguns com mais de 80 anos, em equipamentos de monitorização e na formação dos técnicos”.

 

O projeto AGIR teve início em 2017, com duração de 4 anos, foi liderado pela Fenareg e financiado pelo PDR2020, na Operação 1.0.1 – Grupos Operacionais.