Hortofrutícolas

Vamos ter menos produção de pera e maçã em 2018

Produtores nacionais já podem exportar pera e maçã para a Indonésia

A produção de pera e maçã vai sofrer quebras na campanha de 2018. A culpa é das condições meteorológicas pouco favoráveis na fase da floração e vingamento, observando-se uma carga de frutos heterogénea, quer entre zonas de produção, quer entre pomares da mesma zona. Acresce a queda de granizo ocorrida em algumas das principais zonas de produção de maçã do interior norte que afetou, em quantidade e qualidade, a produção de alguns pomares que, previsivelmente, terão de deslocar parte da produção para a indústria, avança o Instituto Nacional de Estatística no último boletim de Previsões Agrícolas (julho).

As previsões são de reduções do rendimento unitário, face a 2017, para a maçã (-5%) e pera (-10%). No final de julho o ciclo vegetativo encontrava-se atrasado entre duas a três semanas e as temperaturas amenas estavam a contribuir para um aumento constante do calibre dos frutos. Esta análise não te em consideração a vaga de calor que atingiu o território continental no início de agosto e que provocou alguns situações de ‘escaldão’ nos frutos, situação que está a motivar algumas mondas pré-colheita para eliminar frutos danificados e que pode agravar os números da produtividade prevista.

Também para o pêssego a produtividade está aquém das perspetivas. A colheita pêssego iniciou-se com um atraso de cerca de três semanas e a produtividade média é superior à da campanha anterior (+5%), ainda que abaixo das perspetivas iniciais, sobretudo devido aos danos causados pela ocorrência de aguaceiros fortes, acompanhados de granizo, na segunda quinzena de junho.

Quanto à amêndoa, prevê-se uma quebra na produtividade de 20% face à campanha anterior, resultado de dificuldades na fase da floração e vingamento do fruto.