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Venda da Herdade da Comporta parada por falta de acordo quanto ao destino do dinheiro

Os investidores norte-americanos que se mostraram interessados na compra da Herdade da Comporta em 2015, voltaram a fazer uma oferta para ficarem com a empresa agrícola seis meses depois de terem desistido devido ao arresto de bens do antigo Grupo Espírito Santo (GES). Contudo, de acordo com o Jornal de Negócios, a operação de compra está parada porque a Justiça e a Rioforte não se entendem quanto ao destino do dinheiro encaixado com a alienação da empresa.

O jornal já havia noticiado há cerca de duas semanas que Asher Edelman e David Storper estão interessados na empresa que gere a atividade agrícola da propriedade, tendo-se mostrado disponíveis para adquirirem o fundo que gere o projeto turístico e imobiliário.

Para além, disso, recentemente também já tinha sido avançado que o Ministério Público autorizou o relançamento da venda da Comporta desde que haja um concurso aberto a vários interessados, que a operação seja feita pelo maior valor possível e que a receita da alienação fique sob a tutela do Estado.

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Mas parece que é este último ponto que está a criar desacordo entre Rioforte e a Justiça portuguesa. De acordo com o Jornal de Negócios, a isso soma-se o facto de o Tribunal Central de Investigação Criminal (TCIC) ainda não ter dado luz verde “à exigência da Rioforte para que os custos relacionados com a alienação sejam deduzidos ao valor da venda”.

O TCIC quer que o valor da alienação seja depositado numa conta do Tribunal, mas a Rioforte defende que o valor deve ficar numa conta bancária da holding que ficará bloqueada devido ao arresto de bens da holding do Grupo Espírito Santo (GES), que foi declarada insolvente pelo Tribunal do Luxemburgo em julho de 2015.