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Regadio

Rega de precisão garante eficiência

tubo de rega

Quanto falamos de regadio, não são apenas os equipamentos que fazem a diferença. Há também muitas empresas e entidades – como o COTR – que prestam vários serviços ao agricultor ajudando-o a fazer a avaliação dos seus equipamentos, propondo melhorias, bem como toda a gestão do seu sistema de rega, com recurso também a software diverso que lhe permite fazer cartas de rega e monitorizar os equipamentos remotamente.

Algumas destas empresas fornecem serviços chave-na-mão, quer na implementação dos sistemas de rega, quer na sua gestão. E todos dão prioridade à eficiência. “Em todos os nossos projetos valorizamos muito a poupança de água e energia. Um projeto bem dimensionado vai ter reflexo nos custos”, frisa Alexandre Castilho, enquanto José Alexandre Caeiro, gestor da Imper Regas salienta que “um sistema de rega tem sempre de partir de dois elementos: a água disponível e ser bem calculado e dimensionado, tendo em conta a zona ambiental, o tipo de solo e as necessidades hídricas da cultura”.

 

A somar a esta escolha criteriosa do sistema de rega (pivot, gota-a-gota – de superfície ou enterrada – e cobertura total) e dentro dele, o tipo de equipamentos – pivots, com ou sem Variable Rate Irrigation (VRI), quadros (que permitem monitorizar e alterar o caudal dos drops, etc.), bombas, filtros, fitas, etc. –, há também a opção de instalar ou recorrer a equipamento diverso de monitorização de variáveis – estações meteorológicas, sondas de medição da humidade no solo, caudalímetros, drones, cartas de NDVI (que mostram o desenvolvimento vegetativo da planta), entre outros – que permitirá ao agricultor acompanhar o desenvolvimento da planta e as condições envolventes e podendo assim construir as suas cartas de rega e monitorizar, se necessário ao minuto, o que está a acontecer para tomar as decisões necessárias. Tudo isto diz ao agricultor “quando e quanto regar”, explica o sócio gerente da Aquagri, mas também o ajuda a determinar quando, e em que quantidades, aplicar fertilizantes e fitofármacos.

“Um sistema de rega tem sempre de partir de dois elementos: a água disponível e ser bem calculado e dimensionado, tendo em conta a zona ambiental, o tipo de solo e as necessidades hídricas da cultura”.
 

Poupa em tudo e também melhora consideravelmente o seu produto, logo a sua rentabilidade, como salienta Onno Schaap: “depende das culturas, no milho o ganho não é muito maior com um produto de melhor qualidade, mas, por exemplo, nos pequenos frutos em que existem três categorias de produto, com o correspondente preço pago ao agricultor, o incremento pode ser significativo”.

Boaventura Afonso, diretor técnico da Estudos, Projetos, Consultoria e Ambiente (EPCA), frisa que perante a diversidade de equipamentos e marcas que existem no mercado “ajudamos o agricultor a escolher quais os equipamentos que são economicamente mais viáveis e melhor se adaptam ao seu terreno, condições climatéricas, cultura, técnicas agronómicas, etc. onde o colocar e em que quantidade. Também damos formação para a sua instalação e temos plataformas onde toda a informação é agrupada e disponibilizada”.

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tubo de rega - hortícolas

Também a Hidrosoph faz esta avaliação, inclusive em sistemas já instalados, propondo a sua reconversão/melhoria e José Almeida, sócio da empresa, diz-nos mesmo que “o cliente que já tem equipamento é o nosso cliente ideal, porque assim podemos fazer a avaliação e com o software, desenvolvido por nós de forma poder integrar as principais marcas de equipamentos no mercado, permitir ao cliente fazer uma gestão eficiente da rega”.

Gonçalo Rodrigues explica-nos que o COTR disponibiliza igualmente um serviço idêntico, mas apenas para a região do Alentejo.

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