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Vinha e Vinho

Decisão sobre produção de vinho do Porto é adiada até resposta do Governo

Produção de vinho deverá crescer 10% nesta campanha

A definição da quantidade de mosto para produção de vinho do Porto em 2021 foi adiada pelo Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP), enquanto este aguarda a resposta do Ministério da Agricultura ao pedido de apoio para a reserva quantitativa, avança a agência Lusa.

O conselho interprofissional do IVDP, que tem sede no Peso da Régua, distrito de Vila Real, reuniu-se, mas não aprovou o comunicado de vindima 2021 que define a quantidade, face aos vice-presidentes do órgão aguardarem pela resposta. “Como estão a aguardar, apenas pretendem manifestar-se quando tiverem essa resposta. Depois, poderemos dar continuidade à reunião e finalizar a decisão [do benefício para esta vindima]”, realçou o presidente do IVDP, Gilberto Igrejas, em entrevista à Lusa. A próxima reunião será sexta-feira, às 09:00.

Os vice-presidentes do IVDP propõem uma nova reserva quantitativa, à semelhança do que aconteceu no ano passado, mas que atinja metade do valor, ou seja 2,5 milhões de euros (cinco mil pipas de 550 litros cada), acrescentou o responsável.

António Saraiva, vice-presidente do interprofissional e responsável pela Associação das Empresas de Vinho do Porto (AEVP), adiantou à Lusa que, a pedido da produção, pretende-se criar uma reserva quantitativa, mas num valor que não ponha em causa o equilíbrio do setor.

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O responsável da AEVP frisou que é importante “o Governo dar o ok” e que por parte das empresas há disponibilidade para “fazer o esforço de comprar mais aguardente e fazer mais vinho”.

“Mas precisamos de uma resposta até à próxima sexta-feira que é o ‘deadline’ para definir o quantitativo e era muito importante que o número final fosse superior ao do ano passado”, apontou.

Em 2020 o conselho interprofissional do IVDP aprovou o benefício de 102.000 pipas de mosto (face a 108.000 em 2019) para produção de vinho do Porto e, do total fixado, decidiu destinar 10.000 pipas para a reserva qualitativa.

António Saraiva assumiu que mobilizar parte dos saldos para a reserva quantitativa “é algo que não é repetível no futuro”, mas salientou que “é muito importante que aconteça este ano porque as coisas ainda não estão bem”.