CONFERÊNCIAS VIDA RURAL
Eficiência e Autenticidade
Para a vitivinicultura portuguesa profissional, moderna e capacitada, ser sustentável em abstrato não é o mais relevante. Construir um sistema operacional de sustentabilidade autenticado pelo território é o grande desafio: medir melhor, reduzir consumos, materiais e emissões, valorizar solos e subprodutos, provar origem e conformidade. E conseguir transformar tudo isso numa narrativa comercial credível, coerente e premium.
Com o abrandamento do consumo de vinho no mercado mundial, e as crescentes exigências regulatórias de sustentabilidade, há que encontrar estratégias para ganhar eficiência sem deixar cair o vinho na ‘comoditização’.
Conseguimos ser eficientes, sustentáveis e rentáveis sem perder autenticidade?
Dia 10 de dezembro, vamos colocar o tema em discussão. Desta vez rumamos ao Oeste, à Quinta do Gradil, para mais uma edição das Conferências Vida Rural, um dia de debate e partilha de conhecimento, que junta os profissionais do setor na reflexão dos temas que fazem a diferença na vitivinicultura!
Muito para refletir e partilhar na Conferência Vida Rural!
Inscrições em breve!
1 dia | 1 palco | 1 área de networking
Aprender, partilhar, inspirar e fazer parte da comunidade agro transformadora das Conferências Vida Rural!
Num setor em permanente mudança, o debate e partilha são fundamentais para fundamentar e consolidar conhecimento e abrir novas perspetivas para o agronegócio.
Um dia de aprendizagem e networking, mas também de celebração dos valores da vitivinicultura moderna, profissional e capacitada.


EDIÇÕES ANTERIORES
08h45 Acreditação
09h20 Boas-vindas
RESILIÊNCIA NA GESTÃO DE PRAGAS E DOENÇAS
Aumento da temperatura, períodos de seca prolongados e fenómenos climáticos cada vez mais extremados tornam as vinhas cada vez mais suscetíveis a pragas e doenças emergentes que ameaçam a produtividade. Aos desafios das alterações climáticas junta-se a cada vez mais reduzida disponibilidade de substâncias ativas autorizadas para o combate fitossanitário. Trabalhar a resiliência das plantas parece ser cada vez mais consensual, mas será suficiente para evitar perdas consideráveis na produção.
09h30 APRESENTAÇÃO
Diagnóstico das pragas e doenças em viticultura
Quais as pragas e doenças com maior incidência na vinha em cada região?
• Diagnóstico regional
• Pragas e doenças emergentes
• Prevenção e controlo
Gilberto Lopes, Syngenta
10h00 MESA-REDONDA
Como controlar as novas dinâmicas no ciclo das pragas?
As alterações climáticas provocam alterações significativas no ciclo das pragas e doenças que tornam cada ano mais desafiante a prevenção e o controlo. Cigarrinha-verde, traça uva ou cryptoblabes são algumas das pragas que preocupam e se tornam incontroláveis em algumas regiões, num contexto de reduzida oferta de soluções fitossanitárias. O que é possível fazer para minimizar prejuízos?
• Vigilância e planos de contingência
• Diagnóstico e ferramentas de monitorização
• Desafio da redução de substâncias ativas
Ana Paula Carvalho, DGAV
Ricardo Ramiro, InnovPlantProtect
João Cardoso, Croplife
Ana Chambel, Avipe
RESILIÊNCIA NA GESTÃO DA ÁGUA
Ainda é possível trabalhar mais a eficiência no regadio? Devemos investir num sistema de rega único ou apostar numa estratégia integrada que conjugue várias tecnologias, utilizadas em função das necessidades momentâneas da vinha? O que podemos aprender com a experiência de outras culturas?
10h45 APRESENTAÇÃO
Rega subterrânea: o investimento compensa?
A rega subterrânea permite gerir a eficiência hídrica e praticar um regadio de precisão, mas a falta de conhecimento e o investimento inicial mais elevado em comparação com sistemas de rega tradicionais tem levado a pouco entusiasmo pela técnica. Mas novas tecnologias e ensaios recentes prometem trazer novos dados para reflexão.
• Como funciona o sistema?
• Ensaios e resultados preliminares
• Custos versus benefícios
Igor Gonçalves, ADVID
11h10 Pausa para café
11h40 APRESENTAÇÃO
Estratégias de rega: menos é mais?
O estado hídrico da vinha deve estar orientado para os objetivos de produtividade e qualidade. A rega deficitária permite gerir o stress hídrico com recurso a sensores, cada vez mais sofisticados, adaptando o regadio às mudanças climáticas.
• Estratégia e frequência de rega
• Monitorização
• Sensores
Fernando Alves, Symington
RESILIÊNCIA NA GESTÃO DO ECOSSISTEMA
12h10 APRESENTAÇÃO
A Biodiversidade Funcional como motor de resiliência vitícola
Resiliência não é resistência: é capacidade de adaptação. A biodiversidade funcional pode dar à vinha a flexibilidade necessária para enfrentar stress climático, pragas e desequilíbrios. A integração da biodiversidade funcional na gestão vitícola é hoje uma ferramenta estratégica eficaz para reduzir riscos e promover ecossistemas mais sustentáveis e resilientes.
• Biodiversidade: dimensões do conceito
• Biodiversidade funcional: conceito e importância na vinha
• Avaliação integrada de fauna auxiliar e fitófagos
• Infraestruturas ecológicas: construir paisagens que potenciam a biodiversidade funcional
Filipa Tereso, Agrosustentável
12h40 APRESENTAÇÃO
Ecossistema e rentabilidade
Solo e biodiversidade são encarados cada vez mais como ferramentas de gestão. Mas há relação direta entre a melhoria do ecossistema vinha e a rentabilidade da exploração? Em que domínios? O que se ganha e o que se perde? Estamos a medir?
• Prioridades na gestão do ecossistema
• Custos versus retorno
• Medir para gerir com dados
• Valorização dos serviços dos ecossistemas
• Créditos da natureza são uma oportunidade?
António Graça, Sogrape
13h00 Almoço
14h00 APRESENTAÇÃO
As castas como fator de adaptação
Manter a qualidade e tipicidade são desafios importantes, numa altura em que as alterações climáticas são fator de pressão e o mercado está em constante evolução na procura por diferenciação. Como gerir o leque de castas na vinha para manter resiliência e garantir qualidade?
• Castas resilientes: o que sabemos?
• Castas minoritárias: qual o seu papel
• Castas resistentes: sim ou não?
• Seleção policlonal e porta-enxertos
Elsa Gonçalves, ISA/UL e PORVID
14h30 À CONVERSA COM
O que estão os produtores a fazer na prática com o conhecimento testado pela conservação e seleção genética das castas autóctones?
José Carlos Fernandes, Aveleda
Paulo Hortas, José Maria da Fonseca
Moderação: Ana Rodrigues, CoLAB Vines & Wines – Polo do Dão
15h15 APRESENTAÇÃO
Tecnologia como motor da resiliência
Sensores, automação, IA, robótica. O que temos estado a testar de tecnologia aplicada à vinha? Como podem os produtores beneficiar de toda tecnologia que se tem desenvolvido para o setor nos últimos anos? É possível escalar e democratizar estas ferramentas?
• Fenotipagem digital de alto débito para a vinha
• Robótica para viticultura de precisão
• Diagnostico avançado de stresses bióticos e abióticos
• Mapeamento metabólico e maturação de precisão
• Previsão multiescala da produtividade
Mário Cunha, FCUP\INESC TEC
DIFERENCIAÇÃO COMO FATOR DE RESILIÊNCIA
15h45 KEYNOTE SPEAKER
Dão sob pressão: dimensão e características da crise na vitivinicultura da região
Manuela Nina Jorge, Agro Ges
16h00 MESA-REDONDA
Makers: trabalhar a singularidade como fator distintivo
Em regiões com um terroir muito marcado, a diferenciação é decisiva para o reconhecimento e crescimento dos projetos.
• Castas como fator distintivo
• Tradição versus modernidade
• O storytelling mudou?
• Sustentabilidade como premissa
• Naturalidade ou old fashion way?
Manuel Pinheiro, Global Wines
Tiago Macena, No Rules Wines
Jorge Serôdio Borges, MOB
Nelson Coelho, Casa da Passarella
Nuno Cancela de Abreu, Boas Quintas
*A informação deste programa poderá estar sujeita a alterações.
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António Gabriel
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