OS VENCEDORES

António Alberto Gonçalves Ferreira homenageado com Prémio Personalidade Armando Sevinate Pinto
É um dos grandes dinamizadores da revolução florestal que aconteceu na floresta portuguesa e acredita que é preciso colocar “a árvore certa, no sítio certo”.
António Alberto Gonçalves Ferreira, nome grande da agricultura e agrofloresta nacionais, recebeu o Prémio Personalidade Armando Sevinate Pinto. Um galardão que reconhece uma vida de trabalho em prol do desenvolvimento do setor, da produção à investigação e organização, com foco na maximização de produções e rendimentos.

Francisco Almeida Garrett é o ‘Agricultor que marca’
Há 16 anos Francisco Almeida Garrett fez o impensável para muitos: regar sobreiros. Foi um dos pioneiros nesta técnica que replicou dos ensinamentos sobre o olival intensivo. Recebeu hoje o ‘Prémio Agricultor que Marca’, atribuído pela revista Vida Rural que homenageia assim um produtor que não tem medo de inovar.
Produtor de vinho e azeite, mas com uma área florestal com perto de 1000 hectares de montado, Francisco Almeida Garrett aposta na gestão integrada da sua floresta com a atividade cinegética certificada, e na sustentabilidade. Todas as herdades são certificadas pelo PECF e FSC e incluídas no Wildlife Estates, um reconhecimento pelo trabalho em termos e conservação da biodiversidade. As boas práticas são evidentes na forma de maneio: “Não faço mobilizações há 30 anos”, refere.

Quinta da Lagoalva de Cima é a ‘Empresa Agrícola que marca’
É uma das mais tradicionais casas agrícolas ribatejanas, mas o tradicional fica-se pela história. A Quinta da Lagoalva de Cima venceu a categoria ‘Empresa Agrícola que marca’, uma empresa agrícola onde a inovação é a palavra de ordem.
Pioneira na introdução de pivots de rega em Portugal e da utilização de sondas, a Lagoalva de Cima foi também precursora da mobilização mínima há cerca de duas décadas, numa época em que a lavoura tradicional imperava nas grandes propriedades agrícolas portuguesas. Adepta da diversidade cultural, esta quinta promove a rotação de culturas e a experimentação de novas, caso da colza, atualmente em fase experimental.

Veracruz é o ‘Investimento que marca’
2.000 hectares de amendoal intensivo e super intensivo no interior do país e planos para chegar aos 5.000. O Fundão e a Idanha foram os locais escolhidos pela empresa luso brasileira Veracruz para o arranque de um investimento que inclui uma unidade de descasque e processamento de amêndoa.
O projeto foi criado por dois sócios, o brasileiro David Carvalho (com origens portuguesas) e o português Filipe Rosa que estão nesta fase a alargar a compra de terra na região da Beira, aproveitando as boas condições edafo-climáticas para a produção e a disponibilidade de água. A produção deve destinar-se à exportação.

Portugal Fresh é a ‘Organização de Produtores que marca’
Dispensa apresentações, mas não o reconhecimento. A Portugal Fresh (Associação para a Promoção das Frutas, Legumes e Flores de Portugal, nasceu há menos de uma década, mas tem um trabalho notório na promoção do setor hortofrutícola nacional.
Nascida da necessidade de evidenciar o potencial dos produtos portugueses, esta associação apostou numa nova abordagem promocional que permitiu levar a qualidade e unicidade dos produtos nacionais mais longe, unindo produtores em torno de um objetivo comum: abrir mercado. Razões que validam a distinção recebida hoje de ‘Organização de Produtores que marca’.

MechSmart Forages é o projeto de ‘I&D que marca’
Mecanização da produção de forragens sob o trinómio Agronomia – Ambiente – Energia é o propósito do projeto MechSmart Forages, que venceu o prémio ‘I&D que marca’. Este trabalho envolveu um vasto grupo de empresas e instituições na procura da melhor forma de produzir forragens para suporte dos sistemas extensivos de produção animal, com base em novas propostas de base tecnológica assentes na monitorização do solo, das culturas e do uso racional de fatores de produção.
MechSmart Forages alia agricultura de precisão com uma visão integrada e tecnologias na produção de forragem em zonas marginais em regiões caracterizadas por clima mediterrânico, com recurso a itinerários de sementeira direta, tecnologias sensoriais e deteção remota.