A Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) entregou ao Ministro da Agricultura e Mar uma proposta de Plano de Biossegurança para Explorações Pecuárias, com medidas destinadas a prevenir a introdução e disseminação de doenças animais em território nacional.
De acordo com o comunicado de imprensa, entre as ameaças sanitárias identificadas destacam-se a Dermatose Nodular Contagiosa e a Peste Suína Africana.
O documento surge num contexto de aumento do risco de disseminação de doenças emergentes e reemergentes na Europa, que podem impactar significativamente a produção pecuária, a segurança alimentar, a estabilidade dos mercados e a saúde pública.
O plano propõe a implementação imediata de medidas “simples, de rápida execução e com elevado impacto preventivo”, adaptadas a diferentes espécies pecuárias – suínos, aves, bovinos, ovinos e caprinos – e considerando as características das explorações intensivas e extensivas.
Segundo a nota de imprensa, entre as principais ações destacam-se:
– Reforço da desinfeção de veículos, pessoas e equipamentos;
– Controlo de acessos às explorações;
– Vedação sanitária, especialmente em sistemas extensivos;
– Controlo de insetos vetores;
– Proteção de pontos de água e alimentação;
– Vacinação preventiva, sempre que aplicável.
O plano inclui ainda medidas de articulação com zonas de caça e gestão da fauna silvestre, reconhecendo o papel destes na disseminação de certas doenças, nomeadamente a Peste Suína Africana.
Reconhecendo os custos associados à implementação das medidas, a CAP propõe a definição de valores de referência para cada intervenção, com vista a apoiar os produtores e facilitar a criação de um eventual programa nacional de biossegurança.
Segundo a Confederação, o objetivo central é reforçar a resiliência sanitária das explorações, proteger a produção pecuária e assegurar a competitividade do setor agropecuário português.

iStock
