A Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) anunciou que está a acompanhar de forma permanente a evolução da Dermatose Nodular Contagiosa (DNC) na Europa e apela à máxima atenção por parte dos produtores pecuários e dos médicos veterinários, de modo a garantir a identificação precoce da doença caso o vírus venha a entrar em Portugal.
A autoridade sanitária sublinhou a importância do cumprimento rigoroso dos procedimentos associados à movimentação animal, bem como da adoção das boas práticas de biossegurança, com especial foco na limpeza e desinfeção dos meios de transporte de animais, considerados um fator crítico na prevenção da disseminação da doença.
De acordo com a DGAV, a Dermatose Nodular Contagiosa é uma doença viral de notificação obrigatória que afeta exclusivamente os bovinos, não representando risco para a saúde humana. Em caso de deteção de um foco, a legislação prevê a aplicação imediata de medidas de erradicação, dada a gravidade do impacto sanitário e económico associado.
Segundo a comunicação, a doença apresenta um curso lento e progressivo, com uma sintomatologia variada que pode incluir febre, perda de apetite, emagrecimento, salivação excessiva, corrimento óculo-nasal, diminuição da produção de leite, abortos e infertilidade. O sinal clínico mais característico é o aparecimento de nódulos e tumefações na pele, que podem evoluir para crostas, locais onde o vírus pode permanecer durante longos períodos.
A transmissão ocorre tanto por contacto direto entre animais infetados como através da picada de insetos e carraças, sendo igualmente possível o contágio indireto por intermédio de objetos contaminados, sobretudo em situações de transporte a longas distâncias.
Com o objetivo de reforçar a sensibilização do setor, a DGAV destacou a importância da vigilância clínica e da notificação imediata de qualquer suspeita da doença através do Sistema de Prevenção e Controlo de Doenças nos Animais (SPC).

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